19 de jan de 2009

Sobre o amor que acabou e a dor do rompimento – Parte 02

É amig@s,
Eu ouvi tudo que ela disse, sem consegui nenhum reação.
Confesso que fiquei surpreso. Nunca, desde que estamos juntos, ela agiu assim. Dizendo coisas tão duras.
Enquanto ela falava outra coisa nova aconteceu comigo. Eu comecei a analisar tudo que ela dizia. E fui percebendo que ela está coberta de razão.
Deus! Como pude ser tão cego assim. Aliás, tão cego, surdo e insensível assim. Agora me lembro de todas as tentativas dela em se comunicar, em mostrar sua insatisfação. Sua dor. E que eu simplesmente não consegui (ou terá sido, preferi não (?)) reconhecer.
Aqui estou eu, disfarçando tudo que sinto. Exatamente como sempre fiz, para não deixar que percebam minhas fraquezas.
Meu coração está em pedaços. Nunca pensei que respirar pudesse ser tão difícil e dolorido. As lágrimas eu perdi em algum lugar desse meu passado que, so agora percebo, vergonhosamente monstruoso.
E o medo que estou sentindo agora. Tenho a sensação que posso explodir a qualquer momento, para que esse medo possa ocupar um espaço mais adequado ao seu tamanho real.
Ela disse que eu preciso me mudar...
Ela está me expulsando daqui.
Mas pra onde eu posso ir? Como posso viver longe dela? É impossível pra mim. Não consigo sequer imaginar isso.
E eu que sempre me achei muito poderoso, agora estou feito uma criança assustada. E, só agora eu vejo quem realmente tem o poder.
Ela sim, é forte.
Ela disse que se envergonha por ter deixado as coisas chegarem ao ponto que chegou. Nesse momento eu não entendo como ela conseguiu permitir. Como ela pode sofrer tanto por minha causa, sem necessidade? Por que motivo ela se deixou ser ferida, agredida, mutilada, violentada, e ainda me tratar com todo aquele carinho e compaixão? Carinho aquele totalmente puro e verdadeiro, o que me doe ainda mais.
Definitivamente ela me ama muito. Do contrário certamente ela já teria me expulsado daqui a muito tempo. Em seu lugar eu teria acabado comigo.
E ela ainda me dá outra chance, depois de tudo que eu fiz. Depois de todos os avisos que ignorei e dos gritos de dor que fiz questão de não escutar.
E, vejam vocês. Tudo aqui é dela. Tudo.
Eu usei como quis. Gastei, esnobei, destruí, desperdicei. Me senti o dono. E achava que estava fazendo a coisa certa. Ledo engano. Nada é meu, e eu acabei jogando fora o que realmente tinha valor. Estou jogando.
Nesse momento reconheço o quanto sou pequeno (em todos os aspectos). E percebo o quanto ela é grande e poderosa, apesar de preferir não usar suas forças.
Eu vou, meus amigos, recolher toda humildade que ainda houver em meu ser, e tentar reconquistá-la nesses dias que ela me deu.
Preciso trazer de volta a vida que perdi, já que o tempo desperdiçado, esse não tenho mais como recuperar.
Mas se por acaso perceber que minhas fraquezas forem mais fortes que as qualidades, que preciso recuperar em mim, então não me restará alternativa. Eu terei que morrer, e quero fazer isso aqui mesmo. Já que longe dela, até morrer é impossível pra mim.
Que Deus tenha piedade de mim, e me permita me tornar um ser melhor, para que minha amada volte a confiar em mim e, quem sabe um dia, possa até mesmo, se orgulhar.
              Que eu reencontre a Paz

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