19 de jan de 2009

Sobre minhas saudades - 16/05/2008 -

Pois é, hoje acordei assim, meio saudosista.
Isso mesmo, hoje estou com saudades. Mais do que na maioria dos dias (já que em todos os dias sinto alguma...).
Mas hoje estou com aquela saudade forte de coisas, pessoas e situações.
Acordei me lembrando das manhãs da minha infância pobre, lá na Baixadinha, onde por muito tempo eu acordei ao belo som de milhares de pássaros-pretos que cantavam, revoavam e pousavam na mangueira da chácara ao lado da minha casa. E estou me lembrando, também com aquele sentimento que é um misto de vontade de reviver e orgulho por ter vivido, das tarde de domingo em minha casa (essa lá na Cohacol), quando a casa se enchia de amigos pra uma bela seção de cinema em minha sala apertada, e às vezes fazíamos aquele delicioso brigadeiro na maior panela que tinha, e todos comíamos ali mesmo, sem frescura (quase posso sentir o sabor do chocolate e o gostoso abraço da pequena Mel Cristine, sempre observada de perto por sua mãe, minha fada preferida). Espontâneas
É, como pode ver minha saudade não se comporta muito bem com esse negócio de cronologia. Ela apenas vem, e se faz sentir.
Por isso em dias como hoje me sinto acompanhado por quase todas as pessoas com quem passei momentos significativos, desde a infância até poucas semanas.
Sabe, eu gosto disso. Gosto muito de sentir saudades. Gosto de me lembrar das coisas que vivi e das pessoas com quem vivi. Me estranha o fato de algumas pessoas dizerem que não gostam. E me estranha também o fato de não falamos disso. Por que não temos o hábito de compartilhar o passado com quem está ao nosso lado hoje? Se quem está conosco está por quem nós somos, então essas pessoas deveriam gostar de conhecer a história, com todos os personagens, nos fizeram ser quem somos hoje. Mas estranhamente parece ser proibida essa partilha.
Mas o que sinto, e o que vivi, são bem mais forte que as pobres convenções sociais. Por isso vou continuar me lembrando, sentindo saudades, me emocionando novamente com o que já me emocionou antes, chorando novamente algumas lágrimas já derramadas antes.
Lágrimas como àquelas que chorei quando terminei a 5ª série, lá no Polivalente, por saber que aquela colega linda iria se mudar de estado, e que eu nunca mais a tornaria a ver (como de fato aconteceu, e eu nunca mais a vi). Passado tanto tempo, ainda não entendi o motivo de eu não ter tido coragem de entregar o “belíssimo” cartão que preparei pra ela no Natal daquele ano. Também não entendo o motivo de eu guardar esse cartão até pouco tempo.
Sim, gostaria de saber por onde anda aquela garotinha. Como estará vivendo? Terá se tornado uma mulher bela e feliz? Espero que sim.
Sentir saudades do Polivalente me faz reviver outras coisas muito boas, como uma certa efervescência política que atravessamos, o que me fez despertar pra o mundo dos ativistas e engajados. E teve ainda aquela mostra cultural interna, organizada por nós alunos, e que mostrou o quanto éramos criativos e capazes. E a carta escrita por mim e entregue ao governador da época? Furando o bloqueio policial e tudo...
É, foi muito bom aquilo tudo.
Aprendi muita coisa com uma professora que nós, meninos, achávamos a mais bonita (e gostosa) de todo colégio. A Thais era professora de matemática. A maioria de nós a adorava, mas odiava suas aulas. Afinal ela não deixava barato. Era dessas professoras que não facilitam mesmo para os alunos, e te obrigam a estudar mais que o desejado. Foi muito útil pra mim, suas aulas de matemática. Mas a Thais me mostrou mais que números. Me mostrou letras. Foi com ela a primeira pessoa a se interessar quando eu escrevia algum texto. Se interessava e elogiava. Além disso me mostrou autores que não conhecia até então, inclusive os mistérios do “Triângulo das Bermudas” e o estranho (quase psicodélico) “Erich Von Daniken”. Sim, tenho muitas saudades dela, que se tornou vendedora de flores. Acho que isso é mais leve e, certamente, mais próximo da forma poética que ela vivia, do que os números e gráficos das velhas aulas de matemática.
E a saudade das pescarias diárias no Rio Verde. Quando chovia a noite, era certo que bem cedinho sairíamos, eu e Divino, com certeza, mas quem se animasse. Era uma das melhores coisas. Ir à pé ou de bicicletas, sem hora pra voltar. Sem preocupações outras, que não se, a quantidade de minhocas “catadas” seria suficiente, se aquele boi estaria la, no pasto, pra dificultar nossa passagem, ou outras preocupações dessa envergadura. Tenho saudades desse tempo. Por onde anda meu querido amigo ‘Divino’?
Mas sinto, também, saudades de coisas que nem chegaram a acontecer, como o meu melhor beijo, naquele cenário romântico maravilhoso, ao pé daquele “morro”. Nós dois cavalgando lentamente, em um mesmo cavalo. O cabelo dela agitado pelo vento tocando meu rosto em uma das melhores sensações táteis que já vivi. As palavras suaves, os delicados toques de pele, tímidos e respeitosos. O medo daquela coisa nova que conhecia, ao mesmo tempo em que ia conhecendo aquela garota linda. Caminhamos naquela paisagem verde, respirando ao puro, desejos inocentes, vontades desconcertantes e medo ousado. Tínhamos tudo para tornar aquele momento ainda mais bonito. Ela esperava, eu queria. Mas, adolescente, eu não sabia bem o que devia fazer. Não tive coragem. O medo e a timidez foram mais fortes que nossos desejos. Não a beijei. E por mais que tenha beijado outras bocas, e mesmo tendo beijado, depois, aquela própria, eu tenho certeza, aquele teria sido meu melhor beijo. E acredito que, mesmo não tendo acontecido, ele jamais será superado. Aquele vento ainda refresca meu rosto, e ainda vejo aquele rosto lindo bem próximo ao meu. E, como pescador, choro meu melhor beijo, que escapou de mim. Saudades daquele tempo, das coisas que fazíamos. Das amizades que fiz em decorrência desse quase beijo, e que hoje estão distantes. Como estarão todos? Por que não combinamos um dia desses pra uma daqueles passeios de bicicleta, ou pra um recital de piano, em alguma sala apertada, mas aconchegante como abraço? Eu adoraria.
Adoraria reviver as tarde de domingo na quadra de vôlei.
Por falar em tardes, Ah que saudades das tardes de sábado passadas no “Bar do Tião” embaladas ao som do violão do Olegário e por nossas vozes. Regadas por algumas cervejas e às vezes alimentadas por salsichas e aqueles velhos “quitutes de boi”. Era ótimo. Cantávamos de tudo. Ríamos de tudo. Fazíamos planos, tínhamos idéias que certamente, pra nós na época, poderiam resolver boa parte dos problemas do mundo. O Bar do Tião era o escolhido por ser ali pertinho da casa do meu amigo Aires. Onde eu me sentia plenamente em casa.
Ah meu amigo, que saudades de você.
Fizemos boas coisas juntos, não foi? Me lembro da noite passada à beira do rio, em uma rede e sem nenhuma cobertura. Era melhor assim, eu gosto (ao menos gostava) de dormir olhando as estrelas. Não fosse o fato de ter chovido a noite toda, teria sido uma ótima noite.
Essa era uma coisa que fazia muito. Dormir olhando as estrelas. Primeiro nos acampamentos escoteiros, com Dom Eric como mentor. Taí um cara a quem devo muito do que sou hoje. Eric James, um verdadeiro guia para toda região onde cresci.
Depois vieram os acampamentos mais radicais, com rapel, caminhadas intermináveis e muito riso. Muita aprendizagem e muitas amizades surgiram aí. De todos me lembro com saudades.
Ah o TEBE! Quem se lembra do TEBE? Eu não me esqueço daquela turma animada e divertida. Tenho sempre muitas saudades de todos, e das outras pessoas que embarcavam em nossas aventuras. Ah como era bom acordar à margem de um rio qualquer e encontrar as queridas Marlucy, ou a Mairele totalmente descabeladas. Compartilhar a animação da loiraça Rubiara ou as maluquices do Lúcio e o bom humor constante do Airton e até o desconhecimento da Dona Eva. É turma impagável essa. Hoje, dos membros do TEBE, o único solteiro está em Portugal, com quem ainda falo vez em quando. Mas por onde anda Saulêra (o do nariz)? Marelo e Marcão, ainda e de volta em Mineiros, casados e com filhos. (Será que nossos filhos vão viver tão intensamente quantos nós? Encontrarão eles ambiente pra fazer tudo que fazíamos? Espero que sim). Por onde anda o velho “Bé”? E aquele meu querido amigo a quem devo, literalmente, a vida. Como estará hoje? Sempre me emociono ao lembrar, com saudades, de vê-lo se aproximando em meio às abelhas que me atacavam, sem se acovardar, impedindo que eu fosse massacrado por elas. A você minha eterna gratidão, meu amigo.
E os grupos da igreja e todas aquelas atividades. Nossa quanta coisa pra se fazer naquela época. E era tão bom. Em uma desses retornos um beijo escondido, sob a lona de um caminhão (principal meio de transporte da turma), deu início ao meu mais longo relacionamento até hoje. Já terminou faz muito tempo, mas ainda é o mais longo. Vários momentos bons. Muitas descobertas, algumas meio proibidas. Proporcionamos-nos muitos prazeres, algumas chateações e um monte de aprendizagem. Não sei como está agora, aquela moça, mas tenho saudades e incluo, em minhas preces, pedidos para que esteja bem.
Ah! E aqueles bons momentos com a aquela irmã, não de sangue, animada demais. Estar com ela era diversão garantida. Risos fáceis. Cumplicidade nas piadas e compartilhamento de pensamentos, planos e sonhos. E certa dose de irresponsabilidade saudável. E nós não lavávamos nossas acerolas. De forma alguma. Ta certo que ela recebeu o estranho paulista. Mas eu fui pra Porto Alegre. E daí. Esse aí sim, um dos melhores momentos. E tinha o Rotaract, que era formado por uma turma ótima. Trabalhamos um monte, mas era sempre divertido. Até alguns chiliques eram encarados com humor pela maioria. Não vá pensando que não éramos sérios. Éramos sim, mas bem-humorados, divertidos e criativos. E por um tempo a casa dessa minha irmã se transformou no que chamávamos de “Clube social do Rotaract, onde passávamos nossos momentos de diversão e descontração. Às vezes todos nós de “mãos se dadas” nos sentíamos muito fortes, e nos motivávamos e realizar todos os trabalhos.
Mas minha vida teve alguns momentos dolorosos também. Como aquela minha viagem à Minas, onde fui buscar o que sabia que não encontraria. Esse sim, um doa momentos mais tristes que vivi em toda vida. Quando deu aquele último abraço sabia que era sim o último. Quando olhei aqueles olhos morenos pela última vez, e tentei esboçar aquele sorriso triste, meu coração chorava tão intensamente. As horas que se seguiram, não faziam sentido. Nada parecia mais fazer algum sentido. E eu estava longe. Mesmo assim sinto saudades dessa viagem. De ter perdido o ônibus ao dormir na rodoviária e não ter mais dinheiro. Do frio que passei. Do medo que passei. E sinto saudades sim, daquela bela mineira de sorriso maroto e pele morena. E tem sempre o belo Bolero de Ravel que a mantêm viva em mim. Mas dessa viagem sinto saudades, também, de uma voz que me levava de volta à razão, e me chamava de volta pra casa. É que estando perdido lá, tão longe, tudo que consegui pensar foi em ligar pra uma pessoa. E la estava ela, bem onde deveria, na recepção de um hospital. E mesmo sem entender muito minhas palavras misturadas com soluço, manteve a calma e a serenidade que eu precisava, e me foi como sempre é, amável, compreensiva. Amiga enfim. Que saudades de você querida amiga. E se tem uma coisa da qual não consigo ter saudades, e acho isso bom, é de quando conheci você. Não tenho saudades por não me lembrar de um dia ter sido apresentado a você. Acho, na verdade, que sempre me foi muito íntima. Sempre nos conhecemos. Por isso essa afinidade. Por isso, isso de compreender tão facilmente o que o outros está querendo dizer, ou que não está dizendo. Quantas saudades das inúmeras “Sapatilhas 37” gastas no PAVIP ou aí mesmo, ao lado de sua casa, no Coronel Carrijo.
Ah! Quando estou assim tudo me lembra tudo. E a saudade fica tão forte que é difícil controlar.
E tiveram aquelas várias idas a Campo Grande que, sozinho ou acompanhado sempre era muito bom. E as estradas esburacadas que levam à Alcinópolis, Costa Rica e Coxim. Nossa que saudades desses trechos. E das pessoas, e das emoções, e aprendizados.
E os passeios pela margem dos rios.
E aquela noite inteira dançando ao Som do Gilberto Gil, sentindo aquele abraço gostoso, misto de força e fragilidade. Nunca poderei (nem pretendo) esquecer. Nem da noite, nem da promessa.
E todas as festas em minha casa. Muita gente. Poesia no ar. Música alegre. Bohemias geladas. Amigos felizes. A turma da cozinha. Aquele irmão dormindo na grama, sub a chuva fina. Fogueiras, marshmallow, xadrez, reveillon a três, com o bom e velho espumante.
E o “Maria Betânia”, o “Jesus”. Que figuras. Que saudades de tudo.
O bom e velho Barbosa. O Cão mais feliz e simpático que já conheci. Espero que esteja no “Céu dos cães simpáticos”.
E ainda teve aquela viagem à Piri. Puxa vida, que legal que foi. Nem tudo foi perfeito, é claro. Mas foi ótima. E às vezes ainda ouço aqueles blues gostosos. Saudades das queridas amigas, companheiras dessa viagem. E ainda fui, depois, à Niquelândia. Outra viagem que não tenho como esquecer. Assim como aquela viagem para a festa da Mari. Que festa linda. Que viagem maravilhosa. Que delícia aquele beijo na poltrona da frente daquele ônibus.
Saudades daquela moça das fotos, a quem pretendi colocar mais música na vida. Veio rápido e passou. Quem sabe se eu falasse espanhol...
E a família de amigos lá da Araguainha. Que disposição. Que apetite. Que belas companhias. Visitei o “domo” com meu amigo Aires. E nunca mais voltei. Mas ainda estou vivo. E a Araguainha ainda está lá. Assim como está lá também o “domo”. So não está mais aqui o meu amigo/irmão. Se voltar, terei que voltar sem sua companhia.
Mas aqui está você, meu amigo, nas fotos dos momentos “da caserna”. Sei que você não apreciou muito esse tempo. Mas pra mim foi muito divertido, edificante e, no campo da construções de amizades e de momentos dos quais sentir saudades, foi muito rico. Fico agora imaginando por onde andará meu amigo “Amp’Tônio”, ou o “Flamente” ou mesmo o Du Côco. E meu querido amigo Alair, agora combatente da selva, que a muito não vejo mais. Saudades do bom e velho André Luis Lelis (certamente ele não tem mais a fita cassete que dei pra ele com uma bela seleção de boas músicas). E tantos outros colegas de farda que ficaram lá, no 41º BIMTz, em março de 1991. Me lembro como hoje o quanto chorei na despedida.
É, um dia de saudades é mais que suficiente pra reviver quase todos os momentos significativos que já vivi ao longo desses 37 anos. Mas não dá pra transcrevê-los todos. Afinal tanto tempo assim foi vivido, exatamente, em tanto tempo assim. E mesmo não cabendo nessas páginas a maioria dos momentos que não esqueço nunca, e que hoje estão mais presentes que nunca. E sempre bom saber que tenho pessoas de quem sentir saudades, e querer saber por onde anda. Como Meu compadre Muriel, de quem estou sumido. Celimar, ótimo amigo dos tempos da faculdade, assim como Marcão, Sussu, Rogério, Zé Carlos. Sem me esquecer das meninas, é claro. Como estará a “Feia” (soube que casou-se recentemente), o “Guri” (que também está casado). E as boas amigas vizinhas. As “Marias” Eleuza, Flaw, Mel, Selminha, Rose. Como, e onde, estão? Jaci, Fredstone, Silfarney, Zé Martins (agora músico e empresário). E a voz do Serjão, que ambientes estará encantando hoje. Certamente não está mais sendo ouvida por nossa amiga Zanja.
É, definitivamente não cabem todas as pessoas e todos os momentos em apenas um dia de saudades. Por isso continuarei sentido saudades. E não pretendo esquecer de meus momentos. Mas pra mim não basta me lembrar do que vivi. Acho vital sentir saudades. Pois se o que sou hoje é a soma de tudo que passei, se eu esquecer o que passei, posso acabar esquecendo quem sou. Mas, se eu apenas lembrar posso perder boa parte dos ensinamentos. Afinal apenas teoria não ensina muito. É preciso prática. E eu acho que lembrança é um bom mecanismo lógico/teórico de rever os ensinamentos. Mas é a saudade que nos faz reviver o que passamos. Que nos lembra do que sentimos quando passamos por alguma situação. Como reagimos quando aprendemos uma nova lição.
Pos isso acho muito saudável sentir saudades. Chorar novamente. Sorrir novamente. Trazer de volta o cheiro, o sabor, o calor, o toque.
E não tenho saudades so das pessoas. Tenho saudades das situações, dos momentos. Mas tenho saudades, sobretudo, de uma pessoa em especial. Do “Naza” que fui em cada uma das minhas etapas. Que não é o mesmo de hoje, posto que hoje sou a soma de todos aquele, com as emoções vividas e os ensinamentos aprendidos em cada ocasião.
Por tudo isso, gosto de olhar fotos antigas, lembrar das antigas namoradas, dos amigos que estão próximos ou distantes. Dos que se foram ou ainda estão conosco.
Espero, de verdade, que minha companheira de agora não se incomode, não tenha ciúmes das pessoas que vivem em mim. Por terem vivido em meu passado. Na verdade espero que ela própria não mate seus amores antigos e deixe, com isso, de sentir saudades. Pois acho que isso é o início da morte.
Não estou dizendo que vivo no passado. Não é isso. Estou aqui, agora. Mas se estou é por aquele que fui um dia e não sou mais. E por todas as bocas que beijei. Mãos que apertei. Abraços que dei e recebi. Lágrimas e gargalhadas que um dia deixei escapar de mim. E isso não quero perder nunca, de vista.
Obrigado a todos que cruzaram meus caminhos. Obrigado a todos que estão em meu caminho agora. Obrigado aos meus amigos de antes e os de agora. Todos são pra sempre. (Enorme saudades Aires, meu querido irmão. Onde quer que esteja Esteja em Paz).
E, como me ensinou Thais, citando Camões: “... A verdadeira afeição na longa ausência se prova...”.

PS. Várias canções embalam meus momentos de sentir saudades. Mas quero hoje compartilhar uma em especial. Essa que mando pra vocês. Sempre que eu ouço, e canto, é como se eu cantasse para Aires Franco. Meu amigo sempre presente.
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