12 de out de 2011

Ereção

Eu aqui falando de coisas de homens e eis que me vem à mente uma das que é a mais tipicamente “coisa de homem”. Estou falando da ereção.
Bom, vou dispensar a frescura e as formalidades, e falar de forma simples e direta.
Ereção é coisa de homem. E, geralmente, é bem vinda e motivo de alegria e prazer. No entanto há momentos em que ela ocorre, que nos causa desconforto e constrangimento. Claro, se não ocorre quando se espera, também causa frustração para o casal, e constrangimento para a maioria de nós, homens.

Algumas coisas nos provocam o erguimento do membro fálico. Quase todas elas estão ligadas à excitação sexual.
Ouvir obscenidades, beijos quentes, carícias ousadas, uma bela mulher empenhada em nos provocar são alguns motivos provocadores de ereção, no caso bastante esperada e desejada.
Uma mulher bonita que passa provocativa; a lembrança de uma boa aventura sexual; recados obscenos; aquela colega de trabalho, gostosa, que inesperadamente nos aborda no meio da tarde, cheia de segundas intenções. Esses são outros motivos que podem levar ao intumescimento. Ler de contos e ver filmes eróticos e/ou pornográficos também pode causar o inchaço da glande. Tem ainda a boa e natural ereção causada para conter a urina, quando a bexiga quer expulsar e não temos como promover a liberação (fato que faz com que acordemos com paudurânça quase todas as manhãs).
Todos esses são motivos ligados diretamente a sexualidade, ou defesa biológica. E é normal que os vasos sanguíneos e corpo cavernoso desse membro masculino sofram alterações em todas essas situações. Mesmo que, por vezes nos coloque em saia justa (Humm, se estou falando de coisa de homem, e não estamos na Escócia, melhor usar outra figura de linguagem. Que seja...), nos deixa de calça curta.
Até aqui nenhuma novidade, certo? E, mesmo nos momentos mais impróprios, quando ocorre pelos motivos supramencionados, é aceita com certa naturalidade.
Há porém uma situação, em se tratando de eventos relacionados à paudurescência, que é incomodo, desconfortável, indesejado, sem propósito, descabido, fora de contexto e idiota. Mas bastante recorrente (estou sendo redundante para tentar aproximar do quão desagradável a situação é).
Estou falando das ereções homéricas que nos acomete quando estamos na platéia de uma aula, palestra, seminário, apresentação e alhures, e que a coisa está insuportavelmente chata, causando aquela sonolência quase incontrolável. Ficamos lá, sentados, não conseguindo ouvir nada que a pessoa está dizendo ou mostrando. Lutando heroicamente para não sermos vencidos pelo sono e, para piorar muito, nós homens temos que conviver com potentes ereções. Daquelas que todos aqueles e-mails chatos, que lotam nossas caixas de entrada, prometem nos vender.
Vocês, mulheres, não tem idéia do que seja isso. Se o evento enfadonho for longo, e a sonolência não for passageira, o pobre cidadão sairá do auditório sem ter captado nada que possa ser útil em sua vida, pois estava praticamente dormindo, e com uma possível dor. Sim, dor mesmo, pois não estou falando de uma ereçãozinha qualquer. Não se trata de ficar meia-boca, como dizem. E sim, doe.
Ah, e não importa quem esteja falando. Se homem, mulher, jovem, velho, hétero, gay, gostosa ou baranga. Tanto faz. Basta não conseguir empolgar a turma, e tornar a apresentação/aula, cansativa.
Tenho certeza que algumas professoras, ao tomar conhecimento desse fato, vão desejar provocar na cama, em seus parceiros, o mesmo efeito que causam em seus alunos, durante suas aulas.
Não sei se todos os homens já se observaram nesses momentos, e se perceberam essa ocorrência enrijecente. Claro, não posso afirmar que acontece com a totalidade absoluta dos homens. Mas, desde que, graças a meu amigo Ednaldo Barros, o Marelo, eu descobri que esse fato acontecia não apenas comigo, venho fazendo uma observação cientificamente descompromissada, mas dedicada. E, com base na declaração de todos os homens a quem me ocorre perguntar, posso dizer que esse mal acomete à grande maioria de nós.
Acho, inclusive, que uma boa forma de aferir a qualidade de aulas, palestras e afins, seria monitorar a quantidade de ereção provocada na platéia.
Portanto, se durante uma apresentação sua, você perceber que alguns homens da platéia estão portando uma espada em riste, não se anime. Apesar de ser por sua causa, pode não ser pelos motivos que você desejaria. Ao invés de interessante, você pode estar sendo muito, mas muito chata mesmo.

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