21 de abr de 2011

Sobre pipocas e louvores - Dicas de filme para o feriado

Ao celebrarmos mais uma Páscoa, é muito apropriado falar sobre Jesus Cristo com mais freqüência. Novamente recebemos várias mensagens, que são repassadas e ocupam nossas caixas de entradas, que são compartilhadas também por nós, com nossos amigos, e com todos da nossa “lista de contato”. O que é bom. Receber mensagens de fé e esperança sempre faz muito bem.
Outra coisa que também é normal nessa época do ano é termos vontade de relembrar a história de Jesus. Quando nos lembramos o sentido cristão original da páscoa, sentimos, não todos é claro, vontade de conhecer mais detalhes da vida desse homem que ressuscitou três dias após ter sido assassinado de forma tão brutal. Para esse fim, muitos buscam os evangelhos. Alguns recorrem a documentos arqueológicos e outros se refugiam nas produções artísticas que O tem como personagem, sobretudo no cinema. E vários são os filmes que já foram produzidos. Alguns polêmicos como “A tentação de Cristo” de Scorcese, outros fortemente chocantes como “A paixão de Cristo” dirigido por Mel Gibson. Há também uma grande quantidade de filmes muito parecidos, que seguem o mesmo roteiro. E os filmes sobre outros personagens como Maria, José, os Apóstolos, enfim, pessoas que tiveram algum envolvimento com a vida de Jesus. E, pessoalmente, acho todos bons. Mesmo os repetitivos e pouco originais. E gosto não apenas por ser cristão “por parte de pai, mãe e parteira”, e por opção bastante consciente. Mas também pelo fato da pessoa de Jesus Cristo me fascinar como nenhuma outra pessoa na história.
Tudo que se refere a Ele me interessa. E não estou falando apenas dos milagres, do fato de ter construído as bases para uma religião tão grande. Estou falando de tudo mesmo, inclusive os detalhes, os poucos que já consegui enxergar, de Sua vida de homem. Do seu cotidiano. Tudo que se sabe sobre Esse Homem é rodeado de nobreza. Cada ato que se tem registro é uma lição. Mesmo quando se permitiu irar-se, Ele o fez de forma pedagógica, tentando nos ensinar uma lição (uma que preferimos não aprender).
Mas esse texto é sobre filmes. Na verdade é uma indicação. Principalmente para as novas gerações. É que de todos os filmes que mostram Jesus, o melhor, em minha opinião, é um que não se preocupa em mostrá-Lo. Estou falando da produção de 1959 Ben-Hur. O Filme foi a terceira adaptação do romance Ben Hur: A Tale of the Christ , de Lewis Wallace, publicado originalmente em 1880 (que nunca tive a chance de ler, ainda). Que faz jus à expressão “superprodução” e em 1960 foi indicado ao Oscar em doze categorias. Ganhou apenas onze. Vale lembrar que até 1997, quando Titanic empatou em número de estatuetas, Ben-Hur foi imbatível. Ou seja, foram 37 anos como recordista em premiação.
Mas, no caso de Ben-Hur, toda premiação é mais que merecida. É, em minha modesta opinião, a melhor produção de Hollywood. Na verdade o considero o melhor filme que já tive o prazer de assistir.
A famosa seqüência da corrida de bigas (na verdade quadrigas). A ousadia de construir um tanque que comportasse um autêntico barco romano, em tamanho real. O fato de ter fretado um voou de primeira classe para levar os cavalos da Tchecoslováquia para a Itália e o cuidado exagerado em destruir todo cenário construído especificamente para o filme, após concluídas as filmagens, para que no futuro não fossem utilizados em produções medíocres, são algumas das particularidades que o tornam, de fato um grande filme, ainda mais considerando o ano de sua produção.
Mas Ben-Hur não é só a famosa corrida de bigas, nem apenas a batalha em alto mar, em meio à tempestade. O filme todo é bom de ver. E, a melhor sequência da história do cinema, para mim, é aquela em que o sangue de Jesus crucificado é levado pela chuva que caí no exato momento de sua morte, e escorre pelas encostas, passando pelas grutas e cavernas para onde, na época, os leprosos eram banidos.
Em nenhum outro momento o poder salvador de Jesus foi tão bem representado.
É simplesmente impossível não se emocionar.
Então, meus amigos, e caros leitores, aproveitem o feriado de páscoa para se lembrar que estamos celebrando a continuidade da vida. A certeza da eternidade. A ressurreição de Jesus Cristo.
Permita que Ele renasça (ou nasça) em seu coração.
E, estando em casa no feriado e se gostar de filmes, aceite essa minha sugestão, veja o melhor, e sinta como a arte pode, de fato, nos tocar.
Prepare sua pipoca e seu refresco, boa sessão...

Um comentário:

  1. Assistir a esses filmes dão mais sentido aos cortejos religiosos que acontecem nessa época. Que cansa bastante, mesmo sem cruz.

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