16 de ago de 2014

Solidão

É que tem esses momentos,
nos quais não importa se você se acha forte ou fraco,
delicado, casca-grossa, ou frágil.
Se é bom ou nem tanto.
Se é do bem, ou se sua alma já habita parcialmente algum inferno.
Sempre poderá haver esses momentos.
Onde alguma coisa faz se formar um tipo de nó em nossas gargantas.
Nosso estômago fica se sentindo desconfortável.
Mesmo sem querer, lágrimas insistem em rolar dos olhos.
Seja pelo que for.
Não se pode controlar tudo o tempo todo.
Muito menos o turbilhão de lembranças que, assim, de repente vem.
Seja lá de onde for.
De dentro de uma gaveta mal fechada.
Do fundo de um histórico de e-mails empoeirados.
Ou simplesmente de algum canto escuro de nossa mente (esse arquivo às vezes falho, e às vezes surpreendentemente eficaz...).
E você pode se ver de frente com todo tipo de sensação.
Saudade de alguma situação, ou de alguém.
Vontade experimentar novamente algum sabor, ou sentir certo perfume.
Ou, pode ser também, apenas um enorme sentimento de fracasso, por não ter conseguido manter situações, pessoas, perfumes e sabores...
Se a cada dia nos tornamos mais amadurecidos e, com isso nossa capacidade de analisar fatos, causas e consequências.
Também pode ser bem maior nossa vergonha, ao vislumbrar quanto erro bobo comentemos...
Não. Não estou reclamando da vida.
Nem querendo reconstruir o que é "irreconstruível".
Tampouco estou me culpando de tudo de ruim que já possa ter me acontecido até hoje.
Pode ser que encha a cara,
Mas não vou me matar (não vivo muito bem se estiver morto).
É que hoje foi um dia desses.
Em que queria muito conversar sobre tudo, ou sobre nada.
Quem sabe chorar um pouco.
Enfim,
Senti vontade de certo colo,
e o abraço do amigo não mais presente...


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