19 de fev. de 2012
"O Círculo de Loki" - em uma tarde de terça-feira...
2 de dez. de 2011
Atendendo ao pedido do amigo/leitor Demerval, mais um trecho de "O Círculo de Loki"
21 de abr. de 2011
Mais um fragmento de "O Círculo de Loki"
(...)
Enquanto isso, em Brasília, a porta de um bonito escritório, adornado com caras obras de arte, aspectos modernistas com alguns detalhes retrô, se abriu. Entrou um homem com marcas de sangue no corpo, um grande ferimento no braço direito e um olhar ameaçador.
- Ela escapou. - disse ele com medo na voz.
Do outro lado da mesa, sentado em uma cadeira de couro, alta, grossa e aparentemente muito macia, um homem grisalho, aparentando cerca de 50 anos, cabelos bem penteados e marcante perfume. Ele levantou o rosto e olhou firme, sério e, agora, irritado para o homem que acabara de entrar.
- Seu incompetente. Era só uma garota. Como vocês a deixaram escapar? - disse ele com sua voz grave, e forte.
- Ela é louca. Surpreendeu a gente com uma reação totalmente inesperada. Só eu fiquei vivo!
Essa notícia deixou o elegante senhor ainda mais irritado. Ele sacou uma arma da gaveta.
- Não, você também foi abatido, seu incompetente!
Abafado por silenciador, o tiro que atingiu o peito do indivíduo já ferido não foi ouvido por ninguém. Usando o interfone o homem chamou alguém.
- Por favor, venha retirar um lixo que está contaminando minha sala. - ordenou de forma ríspida.
(...)
6 de fev. de 2011
Mais um aperitivo, retirado de "O Círculo de Loki"
(...)
A manhã de sexta-feira já estava na metade, quando o delegado, de pé bem à suas costas, disse com voz firme.
- Então, vamos resolver o problema daquele desconhecido.
- Calma Marcelo, agora não, por favor!
- Como assim, agora não? Agora sim! E sua situação está ficando cada vez mais complicada.
- O senhor não faz idéia, delegado, mas tem toda razão. - Disse uma terceira voz.
Olhando para a porta os dois viram os agentes federais Araújo e Kleiton. Os mesmos que estiveram ali no início da semana, e que ‘resolveram’ o caso Nandinho.
- A senhorita está presa, detetive! - Kleiton mostrou-lhe as algemas.
- Qual a acusação? - interveio Marcelo.
- Triplo assassinato. Ela é suspeita de envolvimento no caso dos homens que foram mortos e carbonizados
Nesse momento todos os policiais da delegacia estavam atentos, assistindo a conversa. Todos surpresos com a acusação.
- Um minuto, por favor! - disse Karine calmamente, enquanto mandava imprimir o documento, de duas páginas, aberto em seu computador. A impressão terminou, ela se levantou, pegou as folhas com a mão esquerda, sem movimento brusco, sacou sua pistola com a mão direita, olhou para os dois federais e pausadamente disse, - Senhores Araújo Godinho e Kleiton Rodrigues, os senhores estão presos por corrupção passiva, assassinato, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e tráfico internacional de armas. A ‘casa de vocês caiu’, rapazes. Melhor se entregarem sem reagir.
O espanto, no rosto dos que assistiam a tudo crescia a cada respiração. Os dois homens sacaram suas armas e apontaram para Karine, que já tinha sua pistola apontada para eles. Kleiton gritou para que ela abaixasse a arma.
- Que palhaçada é essa, detetive. Vai complicar ainda mais sua situação. Venha conosco agora, ninguém aqui precisa se machucar!
- Para com esse teatro, nesse exato momento todos os membros do ‘circulo de Loki’, estão sendo presos. Não compliquem vocês, a situação.
Ao ouvir isso os dois federais deixaram perceber o nervosismo em seus rostos. Araújo se exaltou.
- Você não está me deixando outra alternativa! - disse isso e começou a engatilhar sua arma quando sentiu um toque frio em sua fronte direita. Sem mexer a cabeça ele percebeu que Marcelo tinha um revolver 44 engatilhado apontado diretamente para sua cabeça.
- Por favor, baixe a arma! – foi tudo que o delegado disse.
(...)
21 de jan. de 2011
Para degustação - - Trecho de "O Círculo de Loki", meu próximo livro...
No mesmo instante em que a policial Karine deixava a casa de sua mãe, um jovem senhor, sisudo, aparentando não mais que 40 anos jantava sozinho no Raymond’s, no número 28 da Church Street, em Montclair no estado americano de Nova Jersey. Bem vestido, com terno de corte perfeito, gravata de seda e sapatos de pelica, ambos italianos, o elegante homem saboreava o prato que o fazia percorrer as quase
“Está feito! Os alvos foram abatidos”. - disse o homem que acabara de chegar.
O outro levantou levemente os olhos, usou o guardanapo nas mãos e lábios, tomou um gole de sua tônica e respondeu: “Espero que dessa vez tenha sido definitivo”. Falou suavemente, com um sotaque carregado, e voltou a comer seu Chicken Satay acompanhado por Mediterranean Platter Salad.
“Sirva-se, esse frango está ótimo!” - ofereceu ao convidado.
“Por favor, Mark, não entendo por que você insiste em vir comer nesse lugar. O que tem aqui de tão especial?”
“Sua visão é muito limitada meu caro MacCoy. Olhe ao redor. O lugar é ótimo. As pessoas não estão preocupadas com quem está ao lado, a música é de bom gosto, a garçonete é uma delícia e o proprietário é meu amigo da juventude. Além do mais, servem o melhor frango com saladas que eu já experimentei em toda minha vida, e vou pagar por esse prazer não mais que US$ 21.00. Não está mesmo afim?”
MacCoy com falsa relutância serviu-se com um pouco do Chicken Satay e pediu uma Soda.
“Como foi? Espero que tenha sido um serviço limpo e sem rastros”. - disse Mark.
“
“Droga Ernest! Quantas vezes eu recomendei que fosse tudo feito de forma limpa e discreta. Vocês fazem bagunça e ainda está me dizendo que mataram outra pessoa?” – Mark falou mais alto, visivelmente irritado.
“Fique calmo. Infelizmente havia um sujeito no lugar errado. Não sabemos quem era. Mas que diferença faz?” - Ernest deu de ombros.
“Quero que certifique, se o objetivo foi atingido de fato. E por favor, limpe a sujeira que vocês fizeram”.
“Tudo bem, vou manter os rapazes lá por mais algum tempo. E já ordenei que apagassem os rastros”. Ernest MacCoy disse isso e levantou-se. Sem se despedir saiu em direção à porta. Após quatro passos, virou-se para Mark, fez cara de desdém e disse: “Cara, esse frango é horrível!”. Virou-se novamente e saiu. Mark Romanov ameaçou dizer alguma coisa, mas desistiu. Apenas pensou. “Hum! Porcos sempre enxergarão milho se lhes jogarem pérolas”. Baixou novamente a cabeça, suspirou de prazer e alívio. Mais um gole de sua tônica e voltou a comer.
9 de out. de 2009
Sinopse
... Seu problema não foram os erros. Pois não os cometera. Seu problema foram os acertos. Também não os cometera tanto quanto devia ...”
Um evento inesperado leva a personagem central de Dois Segundos a analisar toda sua vida. Usando fragmentos de poemas de Fernando Pessoa (em várias de suas pessoas) e de Augusto dos Anjos como farol que aponta o caminho para essa jornada, o livro narra essa viagem, na qual a jovem Crys vai descobrindo que nem sempre uma vida sem erros significa uma vida de acertos. E que o anseio em “mudar o mundo” pode representar um desejo maior (e muitas vezes não admitido sequer para nós mesmos) de fazer plena nossa própria vida.
Em um ritmo suave e muito envolvente, Dois Segundos apresenta de forma sensível uma reflexão sobre alguns dramas que acometem a maioria das pessoas de nossos dias.
Ao leitor será impossível não se emocionar com a jornada da bela Crys nem, tampouco, deixar de refletir sobre o que tem feito sobre sua própria vida.
Indicado para todas as pessoas que já abandonaram em algum lugar de sua história, as percepções que tinham quando crianças, Dois Segundos tocará mais profundamente as mulheres modernas, financeiramente independentes, profissionalmente bem sucedidas e envolvidas demais com seus compromissos profissionais a ponto de terem abandonado os sonhos que um dia tiveram, e que as levariam, sem dúvida a uma vida plena e verdadeiramente feliz.