6 de jun. de 2011

Espontâneo, meu sorriso se abriu.

Ganhei o dia, sou mais feliz!

A bela Flor me sorriu

25 de mai. de 2011

...

Ah essa inexplicável felicidade

que me invade a alma

nessa louca caminhada.

Até parece insanidade

ver motivo pra sorrir em meio

a alegria barata,

Ou momentos de dor.

Em plena realização,

Coração partido

Ou as asas quebradas.

Com o prêmio da conquista

ou a poeira de uma queda.

O que garante a felicidade

são os olhos que observam.

(Que são quem também enxergam toda beleza).

Não deixar que obstáculos sejam definitivos e,

sobretudo,

Construir a própria história,

E que ela seja toda (de) verdade.

E vivida com leveza

(...)

24 de mai. de 2011

3 de mai. de 2011

Mundo mais seguro? Livre de quem?


Deveria ter sido diferente. Mas não foi. Parecia exatamente a mesma coisa.
O Serra Dourada, em Goiânia se transformou, novamente, em um campo de batalha. E, mais tarde, nas ruas da cidade, um jovem de apenas 19 anos foi morto. Dois tiros na nuca.
Nas ruas do Rio de Janeiro a cena, vergonhosamente se repete. Mais de uma dezena de feridos e um morto, após a final do Campeonato Carioca.
Novamente fomos remetidos à antiguidade, nos comportando como as sanguinárias platéias que assistiam aos duelos dos gladiadores, seja contra um seu semelhante, ou contra leões, tigres, ou outras feras. Vergonhoso.
Do outro lado do Equador, essa linha imaginária que ao longo da história tem servido para separar a “senzala” da “casa grande”, assistimos o que, na minha opinião, foi a maior demonstração de comportamento classicamente antigo últimos tempos. Em várias cidades, multidões ensandecidas gritavam, agitavam bandeiras, sorriam, tocavam suas vuvuzelas e acionavam suas buzinas como quem comemora um título de campeonato. Mas não se tratava do campeonato goiano, nem do carioca. O que aquela multidão descompensada comemorava era a morte.
Tudo bem, o gladiador morto era “inimigo”, então faz sentido. Faz mais sentido ainda se lembrar as vidas que ele tirou, certo?
Certo?
Bin Laden era o inimigo público número 1 dos Estados Unidos da América, e fora morto, então é justo, sim, festejar. Não é?
Sim, seria. Faria todo sentido festejar daquela forma se estivéssemos no Século 4, ou 3 antes de Cristo. Mas o fato é que não estamos.
Estamos em pleno Século 21 e eu, aqui do alto da minha insignificância não consigo aceitar como normal que uma nação inteira, a que se diz mais civilizada, ainda hoje comemore tão desfiguradamente a morte, de quem quer que seja.
Não, não me venham dizer que estavam aliviados. Não era alívio que se via nos rostos da multidão ensandecida. O que vi daqui foi a demonstração explícita de prazer. O mesmo que deve sentir um psicopata ao ver o sangue de sua vítima escorrendo em suas mãos.
Não havia demonstração da sensação que se pode ver nos olhos de quem alcança justiça. Definitivamente, não era isso.
Eu não aprovava de modo algum, os meios utilizados por Bin Laden (parceiro de longa data dos que agora festejam sua morte), como não aprovo nenhuma ação que atente contra a vida. E sim, concordo que ele precisava pagar pelos crimes que cometeu. Não estou defendendo nenhum extremista. Sou partidário da justiça, sempre. Mas da justiça.
Ver alguém festejar a morte, de quem quer que seja, com o prazer pela vingança me dá nojo e vergonha. E ontem a noite, e hoje pela manhã, eu tive esse sentimento.
Que membros do governo agissem daquela forma, já era esperado. Mas ver a população naquele festejo dantesco, sinceramente eu esperava mais daquelas pessoas.
O mais sensato que ouvi foi a secretária de estado, Sra. Hillary Clinton dizer que agora espera que Al-Qaeda e os talibãs se abram para conversas e negociações. Seria muito bom se pudéssemos acreditar nessas palavras. Mas, novamente acho difícil que aconteça. E nem vou citar os motivos desses grupos, mas os motivos dos próprios estadunidenses.
Primeiro, a demonstração de euforia deixou claro um fato que eu torcia para que não fosse verdade. Também lá, nas terras do Tio Sam, o povo tem o governo que merece e que deseja. E o governo representa muito bem aquela sede de sangue que estava estampada nas caras de jovens e adultos, nas ruas de Washington, Nova York e outras cidades. E quando eles dizem que querem conversar, negociar, significa que, o que querem mesmo é impor seus interesses. E quem discordar vira inimigo do estado e "questão de segurança nacional". Aí já era. E segundo, aquela não era a face de um povo que pretender construir a paz, definitivamente não era. E não é porque os Estados Unidos da América é uma nação que precisa da guerra. Precisa porque a paz é ruim para os negócios, e porque é com a guerra que eles conseguem impor seu domínio, e assim saquear todas as outras nações do planeta.
Ou você acredita que agora os soldados estadunidenses que estão no Paquistão vão ser levados para casa? Duvido muito, da mesma forma que no Iraque ainda tem soldados americanos lutando uma luta que nem sabe qual é, por motivos que nunca existiram e, pior de tudo, jovens morrendo longe de casa para satisfazer os desejos insanos de generais sem nenhuma humanidade, políticos sem caráter, lobistas sem escrúpulos e capitalistas gananciosos (me desculpem leitor, por tantas redundâncias em duas linhas).
O presidente vai usar essa “vitória” para se promover, claro, afinal é exatamente igual aos seus antecessores e, após essa guerra vão inventar outra, e outra, e outra... Como sempre fazem. Mesmo que para isso precisem inventar os pretextos mais absurdos. Se não gostarem dos belos olhos da nossa presidente, ou se decidirem que o aqüífero de Alter do Chão deve ser deles, por uma “questão de segurança nacional”, eles se acharão no direito de invadirem nossas terras, nos matarem e tomar posse do que precisarem para se tornarem mais ricos e poderosos.
Ao fazer seus pronunciamentos, podia se ver a alegria estampada em seu rostos. Mas, nem no rosto do presidente, nem de seus secretários ou generais, eu pude ver a expressão das pessoas que tem a sensação da verdadeira missão cumprida. Não havia honra, não havia respeito, não havia dignidade. Acredito que após falar ao público, ele deve ter se juntado aos seus generais para devorarem alguns javalis regado a algum vinho barato, brindando suas glórias e conquistas, como os antigos bárbaros faziam.
Qual a real diferença entre os fundamentalistas islâmicos e os governantes, e a população, do Tio Sam? Estou aqui me perguntando.
Infelizmente, por se julgarem diferentes, e melhores, eles perderam a capacidade de viver em paz com os demais. Não sabem mais o sentido de fraternidade. Não conseguem mais perceber que somos todos iguais. Que pertencemos todos à mesma família.
Está bem, essas são apenas minhas opiniões, e eu não sou sociólogo, historiador, teólogo, cientista político nem apresentador de televisão. Sou apenas um cidadão de cultura mediana, crescido lá na baixadinha que conhece pouco sobre islamismo fundamentalista, conservadorismo protestante, posse dos poços de petróleo ou comércio de armas.
Mas acredito que o tempo das guerras, e de festejar as mortes, já devia ser passado. E que a ganância, exploração e intolerância já não devia mais caber em nosso meio.
Enquanto fizermos das cores de nossas bandeiras, de nossa pele, de nossas fardas, das camisas dos nossos clubes favoritos, motivos para matar nossos semelhantes, para nos matar, e nos alegrarmos com isso, continuaremos sendo tão selvagens quantos os bárbaros antigos. E já é tempo de evoluirmos.
Agora vou rezar para que Bin Laden seja bem orientado na outra dimensão. Que receba auxílio de irmãos como os Chicos (Xavier e de Assis) para que encontre logo, o caminho da Luz, e não seja mais um guerreiro do mal, agindo no mundo das trevas.
Rezo também para o comportamento bárbaro demonstrado pelo povo dos Estados Unidos seja encarado apenas como atraso, e não como provocação.
Que Deus nos livre de nós mesmos.

25 de abr. de 2011

Minha angustia "Real"

Tenho que confessar, estou um tanto aflito. Espero que entendam.

Já tenho quase tudo pronto, é verdade. Mesmo assim essa aflição que cresce a cada instante.

Talvez seja pela importância do momento, não apenas para o mundo inteiro, mas para mim pessoalmente.

Desconfio que essa aflição se deva também a algumas características da minha criação. É que meu pai aprendeu na roça e, mais tarde, lá na baixadinha, me ensinou que não se deve fazer desfeita. E isso tem servido para aumentar a pressão pela qual estou passando. Definitivamente não posso fazer mais essa desfeita.

Isso mesmo, mais uma. E dessa vez nem eu mesmo me desculparia. Muito menos a bondosa matriarca da família amiga.

Tudo bem, eu confesso que não me sinto muito culpado pela minha ausência na vez anterior. Pesaroso sim, pelas cobranças que até hoje recebo, de todos eles, mas também por ter perdido uma festança de fazer inveja. Claro, não teve o “Zé loco” com seu acordeom, mas nem por isso o arrasta pé deixou a desejar a nenhuma festa das que costumava ter em Mineiros. Bem, pode ser que não tenha se comparado aos bons festejos que aconteciam no povoado do Cedro. Mas aqueles eram inigualáveis mesmo. Mas todos disseram que a festa foi muito animada. É verdade que alguns reclamaram do churrasco. Não dele, propriamente, pois o que tinha, dizem, estava delicioso. O problema é que exageraram nas besteirinhas gostosas e, comida de sustância mesmo, teve pouco. Então, pelo que ouvi de alguns, o churrasco não deu para todos.

Mas o fato é que não pude ir. Minto. Poder até que eu pude, mas sabe como é, né! As férias de julho estavam chegando ao fim. E, mesmo com a insistência da noiva, eu preferi passar os últimos dias brincando ali mesmo, na Baixadinha. E, especificamente naquela quarta-feira eu passei o dia pescando, nadando, e brincando de aventureiro, às margens do Rio Verdinho (naquele tempo ainda havia muito mato onde hoje tem um frigorífico e muita lavoura). Mas também, puxa vida, eles deviam relevar. Em 1981 eu tinha apenas 10 anos, e meus pais estavam envolvidos demais com a labuta diária, que não poderia me levar até lá. E para buscar então, no final da festa, ficaria muito tarde. (Desde criança, eu falo com eles, que essa mania de marcar os casamentos para o meio de semana é ruim para alguns convidados. Mas não tem jeito, eles não aprendem).

A família toda ficou muito sentida com minha ausência. Eles esperavam ao menos minha presença, como simples convidado. Isso depois que eu recusei o convite para compor um dos casais de noivinhos na cerimônia, mesmo com toda insistência. Achei que eu já estivesse um pouco crescido. Argumento que nunca foi bem aceito por ninguém, sobretudo por Dona Beth. Com muito esforço, convenci a todos que, se convidassem apenas crianças menores, daria um ar de mais pureza. Eles não concordaram plenamente, mas diante da minha recusa, não tiveram escolha.

Perdi o casamento. Perdi a festa. E minha ausência foi grandemente sentida. Nunca mais tive sossego. Sempre que falo com alguém da família, até hoje, sou cobrado por isso.

É verdade que depois de 1997 o volume de reclamações caiu significativamente. Mas por um motivo que nem gosto de me lembrar. Afinal a dor de perder alguém próximo e querido é coisa que preferimos esquecer, não é mesmo?

O fato é que, mesmo com a ausência física da minha grande amiga, sei que ela espera que eu esteja presente no casamento do seu primogênito. E ainda tem a Dona Beth, a avó do noivo (e a bisa também, é claro), por quem tenho grande carinho, e sei que esse sentimento é recíproco. E vai ser ótimo aproveitar para passar algumas horas com ela, ouvindo seus causos enquanto tomamos algumas xícaras de chá, (ainda promovo um encontro entre Dona Beth, Dona Felisbina, Dona Pequena e Dona Neném, só pra ficar curtindo a prosa, que deve impagavelmente deliciosa).

Mas, se já está certo que não irei perder o casamento do filho, como perdi o da mãe, e que vai ser ótimoQual é, afinal, a aflição que está me atormentando então? Simples, é que duas dúvidas estão me matando. Em primeiro lugar, não consegui decidir o que comprar de presente para os noivos. Em segundo lugar, e principalmente, não sei se devo ir ao casamento do príncipe William (para mim, o “Pequeno Willi”), de chapéu, ou não...

21 de abr. de 2011

Mais um fragmento de "O Círculo de Loki"

(...)

Enquanto isso, em Brasília, a porta de um bonito escritório, adornado com caras obras de arte, aspectos modernistas com alguns detalhes retrô, se abriu. Entrou um homem com marcas de sangue no corpo, um grande ferimento no braço direito e um olhar ameaçador.

- Ela escapou. - disse ele com medo na voz.

Do outro lado da mesa, sentado em uma cadeira de couro, alta, grossa e aparentemente muito macia, um homem grisalho, aparentando cerca de 50 anos, cabelos bem penteados e marcante perfume. Ele levantou o rosto e olhou firme, sério e, agora, irritado para o homem que acabara de entrar.

- Seu incompetente. Era só uma garota. Como vocês a deixaram escapar? - disse ele com sua voz grave, e forte.

- Ela é louca. Surpreendeu a gente com uma reação totalmente inesperada. Só eu fiquei vivo!

Essa notícia deixou o elegante senhor ainda mais irritado. Ele sacou uma arma da gaveta.

- Não, você também foi abatido, seu incompetente!

Abafado por silenciador, o tiro que atingiu o peito do indivíduo já ferido não foi ouvido por ninguém. Usando o interfone o homem chamou alguém.

- Por favor, venha retirar um lixo que está contaminando minha sala. - ordenou de forma ríspida.

(...)

Sobre pipocas e louvores - Dicas de filme para o feriado

Ao celebrarmos mais uma Páscoa, é muito apropriado falar sobre Jesus Cristo com mais freqüência. Novamente recebemos várias mensagens, que são repassadas e ocupam nossas caixas de entradas, que são compartilhadas também por nós, com nossos amigos, e com todos da nossa “lista de contato”. O que é bom. Receber mensagens de fé e esperança sempre faz muito bem.
Outra coisa que também é normal nessa época do ano é termos vontade de relembrar a história de Jesus. Quando nos lembramos o sentido cristão original da páscoa, sentimos, não todos é claro, vontade de conhecer mais detalhes da vida desse homem que ressuscitou três dias após ter sido assassinado de forma tão brutal. Para esse fim, muitos buscam os evangelhos. Alguns recorrem a documentos arqueológicos e outros se refugiam nas produções artísticas que O tem como personagem, sobretudo no cinema. E vários são os filmes que já foram produzidos. Alguns polêmicos como “A tentação de Cristo” de Scorcese, outros fortemente chocantes como “A paixão de Cristo” dirigido por Mel Gibson. Há também uma grande quantidade de filmes muito parecidos, que seguem o mesmo roteiro. E os filmes sobre outros personagens como Maria, José, os Apóstolos, enfim, pessoas que tiveram algum envolvimento com a vida de Jesus. E, pessoalmente, acho todos bons. Mesmo os repetitivos e pouco originais. E gosto não apenas por ser cristão “por parte de pai, mãe e parteira”, e por opção bastante consciente. Mas também pelo fato da pessoa de Jesus Cristo me fascinar como nenhuma outra pessoa na história.
Tudo que se refere a Ele me interessa. E não estou falando apenas dos milagres, do fato de ter construído as bases para uma religião tão grande. Estou falando de tudo mesmo, inclusive os detalhes, os poucos que já consegui enxergar, de Sua vida de homem. Do seu cotidiano. Tudo que se sabe sobre Esse Homem é rodeado de nobreza. Cada ato que se tem registro é uma lição. Mesmo quando se permitiu irar-se, Ele o fez de forma pedagógica, tentando nos ensinar uma lição (uma que preferimos não aprender).
Mas esse texto é sobre filmes. Na verdade é uma indicação. Principalmente para as novas gerações. É que de todos os filmes que mostram Jesus, o melhor, em minha opinião, é um que não se preocupa em mostrá-Lo. Estou falando da produção de 1959 Ben-Hur. O Filme foi a terceira adaptação do romance Ben Hur: A Tale of the Christ , de Lewis Wallace, publicado originalmente em 1880 (que nunca tive a chance de ler, ainda). Que faz jus à expressão “superprodução” e em 1960 foi indicado ao Oscar em doze categorias. Ganhou apenas onze. Vale lembrar que até 1997, quando Titanic empatou em número de estatuetas, Ben-Hur foi imbatível. Ou seja, foram 37 anos como recordista em premiação.
Mas, no caso de Ben-Hur, toda premiação é mais que merecida. É, em minha modesta opinião, a melhor produção de Hollywood. Na verdade o considero o melhor filme que já tive o prazer de assistir.
A famosa seqüência da corrida de bigas (na verdade quadrigas). A ousadia de construir um tanque que comportasse um autêntico barco romano, em tamanho real. O fato de ter fretado um voou de primeira classe para levar os cavalos da Tchecoslováquia para a Itália e o cuidado exagerado em destruir todo cenário construído especificamente para o filme, após concluídas as filmagens, para que no futuro não fossem utilizados em produções medíocres, são algumas das particularidades que o tornam, de fato um grande filme, ainda mais considerando o ano de sua produção.
Mas Ben-Hur não é só a famosa corrida de bigas, nem apenas a batalha em alto mar, em meio à tempestade. O filme todo é bom de ver. E, a melhor sequência da história do cinema, para mim, é aquela em que o sangue de Jesus crucificado é levado pela chuva que caí no exato momento de sua morte, e escorre pelas encostas, passando pelas grutas e cavernas para onde, na época, os leprosos eram banidos.
Em nenhum outro momento o poder salvador de Jesus foi tão bem representado.
É simplesmente impossível não se emocionar.
Então, meus amigos, e caros leitores, aproveitem o feriado de páscoa para se lembrar que estamos celebrando a continuidade da vida. A certeza da eternidade. A ressurreição de Jesus Cristo.
Permita que Ele renasça (ou nasça) em seu coração.
E, estando em casa no feriado e se gostar de filmes, aceite essa minha sugestão, veja o melhor, e sinta como a arte pode, de fato, nos tocar.
Prepare sua pipoca e seu refresco, boa sessão...