17 de jun. de 2010

Para aprender

Silêncio,

Ouçam com atenção

Agucem todos os sentidos,

Pois que nos fala o coração...

Brisa...

Sopra, outra vez, esse vento morno.

Enquanto aquece meu espírito,

Mostra que o amor não está morto...

31 de mai. de 2010

Homosex-social


Eu quis ser original,
Não deixaram.
Violentaram-me a consciência,
Estupraram-me a moral.

Ainda em formação seduziram-me sem escrúpulos.
Defloraram-me autoritários,
Moldaram meu caráter, podaram minha imaginação,
Traçaram meu ideal.

Julgam-me prostituto.
Abusam do meu trabalho,
E querem determinar a minha forma de pensar.

Penetram-me a liberdade em coitos violentos,
Fazem o vai e vem arbitrário dos fatos com muita sofreguidão.
Curvado humildemente sem poder me debater com as mãos da tirania que seguram as minhas ancas.
Assim não tenho prazer, apenas desalento.
E piora ainda mais o estado físico-psíquico-emocional
Ao sentir lá no íntimo, na mente, vísceras e coração, os jatos fortes, assassinos de sonhos, do sêmen da opressão.

Da autoria da história devo estar sempre aquém.
Negam-me o prazer do gozo do saber
Pois, se experimentá-lo, posso deixar de aceitar a situação como vem.

Às vezes me masturbo
Sonhando com a fraternidade
Mas meu gozo solitário não é fecundo.
Não deixa hereditariedade.

Porém, estou sorvendo conhecimento afrodisíaco.
E meu membro revolucionário já dá sinais de ereção.
Não passa mais muito tempo, pra que eu sacie,
De liberdade, o meu tesão.

Me tornarei fetichista,
Estudando, recolhendo e distribuindo peças do clímax prazeroso.
Que deve ser, e será, geral.
Procurarei homens retos, tarados por justiça,
Encontrarei, tenho certeza, verdadeiros estadistas.

E quando (todos) estiverem prontos,
Despidos da sujeira que cobre a podridão social.
Todos presenciarão (e participarão) de um satisfatório e coletivo bacanal.

E tendo, então, liberdade
Mudarei de posição (não ficarei mais de costas) e,
Penetrarei abraçando de frente a parceira transformação.

Aí gozarei feliz, e nisso serei correto.
Procurarei manter meu membro, pensante, sempre ativo
Sempre ereto.

E todos nós, históricos eunucos do movimento coletivo,
Sairemos do anti-evolutivo marasmo.
Não seremos mais tão passivos

27 de mai. de 2010

Letal...

Não há exército que não caia.
Não é espada nem canhão.
A fatal arma: Aquela saia.

Doce ilusão

A estranha animou-se ao me ver escrevendo.
Achou que fosse pra ela.
Enganou-se, pois não era...

Alguns motivos...

Tão animado essa BarRio!
Ou é a bebida,
Ou todo mundo está no cio.

Visível...

Todos os dias são assim.
Não tente entender,
Quem me olhar, vai te ver...