6 de mai. de 2010

Lista de desejo para esse 7 de maio


Ah! Novamente é sete de maio.

A cada ano ele chega antes.
Bom, dessa vez, como nas anteriores, quero festejar com os amigos.
Mesmo com os que estão distantes no espaço e/ou no tempo.
Quero a Luz e a Paz do Criador.
Quero boa música. Alguma comida pra socializar e dividir. Alguma bebida, pra nos embriagar um pouco o corpo preso e a alma livre, e para dar asas ao espírito criador.
Quero dançar, se for houver vontade, e cantar, pois tenho voz.
Quero ver o Sol se por, pois é lindo. E vê-lo nascer, posto que é festa.
Quero abraços fortes, para renovar. E beijos longos, para acender.
Enfim, quero compartilhar meu momento com vocês, meus amigos, assim como compartilho a vida.
Ta bom, sei que muitos se sentem obrigados a presentear o aniversariante, e sempre ficam tentando descobrir qual presente mais agradaria. Para facilitar, deixo aqui minha lista. Estejam certos de que, qualquer desses itens, ou todos, muito contribuirá para aumentar minha felicidade:
  • Preces, orações, rezas, mentalização ou outra denominação que você usar, para canalizar energias positivas;
  • Visitas, em casa ou em Deriva (www.deriva-pi.blogspot.com), se for aí, pode acrescentar comentários, que gosto muito;
  • Abraços;
  • Convites para festas;
  • Poemas (pode ser por e-mail, carta, telegrama, bilhetinho, ou qualquer outro veículo);
  • Novos amigos;
  • Convites para rapel;
  • Um mundo melhor;
  • Canções;
  • Figurinhas antigas;
  • Selos de qualquer lugar e de qualquer tempo;
  • Convite para dormir olhando a lua;
  • Banho de rio;
  • Piadas bem elaboradas;
  • Dicas de filmes.
  • Dicas de livros;
  • Dicas de lugar;
  • Dicas de Pessoa (Demerval vai gostar dessa);
  • Passagem para as estrelas;
  • Boas lembranças;
  • Postais;
  • Ligações inesperadas;
  • Panelinha no BarRio;
  • Chopp no Senzala (Em Coxim. Ainda existirá?);
  • Peixada completa, em alguma cabana de Coxim;
  • Explicações sobre como identificar se o porco servido no almoço é macho ou fêmea;
  • Fotos esquecidas;
  • Ombro, onde recostar às vezes;
  • Fim de tarde no Parque Nacional das Emas;
  • Abraços aconchegantes em “dias diferentes”;
  • Voz, para fazer coro com a minha, e desafinados, cantar sem nenhuma noção do ridículo;
  • Inspiração para poesias;
  • Coalhadinha da Dona Pequena;
  • Doces da Dona Neném;
  • Mordidas na bochecha;
  • Brinquedos para cachorros;
  • Colcha de retalhos;
  • Todo mundo ler (mesmo que novamente) “O Pequeno Príncipe”;
  • Domingo láaaaaaaaaaaaaa nos “Dois Saltos”;
  • Brigadeiro na panela;
  • CD do Rildo Rodrigues;
  • Férias em Fernando de Noronha;
  • Incentivo, sempre;
  • Elogios, quando eu merecer;
  • Convites para acampar;
  • Livros (sobretudo se você comprar “Dois Segundos” para presentear outros amigos);
  • Contatos literários;
  • Novos leitores;
  • Várias "Festas da Boa";
  • Motivos para rir;
  • Sessões de cinema em minha garagem
  • Respeito à todos;
  • Churrasco em Petrolina;
  • Delicadeza;
  • Continuar “sendo por que você existe”;
  • Durante o dia, o Sol. A noite, a lua;
  • Liberdade para continuar amando e sendo Feliz sempre.

5 de mai. de 2010

Outra solidão dos tempos modernos...

A noite chegou.

Resolvida a não ficar sozinha, ela tomou um banho demorado, passou creme em todo corpo. Lindo, que fique bem claro. Perfumou-se e, como toda mulher, ficou um tempo parada de frente para o roupeiro aberto, antes de decidir o que vestiria.

Fantasiou-se de cowgirl com micro short jeans, desfiado, bustiê branco, com rendas (desses que destacam e valorizam seus belos seios). Por cima, uma camisa “aflanelada” com listras em tons avermelhados, amarrada na cintura com todos os botões abertos. Nos pés uma bota de couro marrom, indo até quase o joelho.

Fatalmente linda, com as belíssimas coxas grossas e bem torneadas totalmente à mostra.

Ficou, como as mulheres dizem, “pronta pra arrasar”.

Nessa noite seria loira. Lhe pareceu mais fatal.

Saiu assim.

Entrou em um estabelecimento pouco conhecido. Acomodou-se e se pôs a observar quem estava ali.

Viu toda sorte de gente.

Viu garotas flertando com garotas. Senhores paquerando garotos. Reconheceu homens e mulheres casados, que buscavam aventura em outras companhias. E pessoas solitárias como ela mesma, que estavam em busca de se encontrarem.

Não demorou e foi abordada por vários cavalheiros. Alguns nem tão gentleman assim.

Cantadas várias. Ela se animou com o assédio. Mas se manteve cautelosa.

Riu com alguns. Descartou logo, os mais afoitos. Aos casados, sequer deu oportunidade de se aproximarem. E, com os que lhe foram mais agradáveis, quis conversar por mais tempo.

Sentiu falsidades na maioria. Mas em alguns havia muito de verdade. Alguns traziam muito de dor e amargura.

Ela tentou ser solidária. Tentou usar palavras certas, com cada um.

O jovem advogado, depois de ouvir algumas palavras, saiu animado. E foi resolver o que o estava deixando infeliz.

O empresário solteiro, entendeu que não seria ali que encontraria o que buscava. Agradeceu a companhia, e foi em busca de sua namorada.

O garoto que tentava se passar por uma pessoa mais velha, viu o erro que cometia, pediu desculpas por tentar enganá-la, sentiu vergonha de si mesmo. E foi em busca de sua turma.

Ela permaneceu por mais algum tempo ali. Na companhia de todos, e de ninguém. Até que um jovem sério, a convenceu.

O convite foi aceito, e eles se dirigiram um dos aposentos reservados.

Ela se soltou. O jovem proporcionou isso.

Despiram-se sem pressa. Toques suaves se alternaram com fortes pegadas. Os dois se permitiram tudo que se pode desejar de um encontro assim.

Deixaram de lado todo pudor que às vezes se faz presente na mente das pessoas, e se lambuzaram mesmo.

Seus corpos, e palavras penetraram o outro em todas as vias possíveis. Nem saliva, nem dentes, nem pele ou mucosa. Nada era limite. Apenas as descargas elétricas que por alguns segundos deixam os corpos anestesiados e sem controle, poderiam limitar as loucas acrobacias.

Vários orgasmos.

Ambos totalmente satisfeitos, se deixaram cair. Entre suspiros, risos com ar safado e tentativas de expressar em palavras o que sentiam, eles ficaram se olhando por alguns minutos.

Aos poucos ela se recompôs. Deu o último beijo no jovem sério. E saiu.

Sequer vestiu novamente sua fantasia de cowgirl. Apenas saiu.

Já fora dali, ela desligou o som. Desligou o sistema, tentou imaginar o verdadeiro rosto da pessoa que a tinha sido pretexto para mais uma masturbação solitária. Desligou o monitor, tirou o velho moletom surrado que usava, tomou um banho e foi dormir, com o corpo ainda meio anestesiado (corpo verdadeiramente belo, que fique bem claro), mas ainda cheio de vazio.

Um vazio que nenhuma sala de bate-papo consegue preencher.

Grandes olhos puxados...(homenagem à amiga "Biga"?)

Com uma beleza enorme

Do fim ao começo,

A garota-mangá zomba de mim,

Entre uma galhofa e um beijo...

25 de abr. de 2010

Para quem há de vir...

Vem, bela desconhecida.

Vem e abre seu sorriso,

Vamos cantar o amor

E celebrar a vida

Que é tão viva em nós.

Que é tão forte em mim

E em você


Venha. Não se demore mais.

Vem e traga seu abraço

Para completar meus braços

E me completar em ti.

Vem buscar seus beijos

Que estão em mim.


Vem!

Venha e traga seu corpo

Pra se aninhar no meu.

Vem, aceita meu convite,

Vamos seguir juntos.

E confirmar que, como a vida,

O amor nunca morreu.

22 de abr. de 2010