23 de ago. de 2009

Da série apaixonado

Definitivo
Poesia Concreta

Não há paixão tempestuosa.

Há a leveza de brisas

dos amores suaves.

Mágico como sonho de criança

seguro como colo de mãe,

aconchegante como abraço de amigo,

e tão gostoso quanto fruta no pé.

A mim cabe agradecer

E repetir que te amo.

Que bom! Que bom! Ah que bom que é você!

15 de ago. de 2009

Da série "Pequenos prazeres, mas não haikai..."

É do Fernando, o meu livro de cabeceira.

Basta abri-lo,

E meu quarto se enche de “Pessoa(s)”...

Casas que construímos

Se for apenas para morar, pode ser chamada de residência.

Se for o local onde se vai pra repousar, dormitório.

Se dela não saímos, talvez seja prisão.

Se nela se fortalecem as famílias, então é um Lar.

Se reinar a harmonia, certamente é refúgio.

Se for habitada por crianças, é meio que um pedacinho do Céu.

Também pode ser motel,

Bordel,

Local de tortura,

Escritório,

Consultório,

Loja,

Parque,

Esconderijo,

Biblioteca,

Cinema,

Caverna,

Ilha,

Bagunça,

Sinônimo de alegria ou de tristeza.

Enfim, fazemos de nossa casa aquilo que existe dentro de nós.

E damos a ela, a forma que tem nosso coração e nosso espírito.

Tenho dúvida se somos nós que habitamos a casa, ou se é ela que nos habita (enfim encontrei um bom exemplo de recursividade...).

De todo modo, o que a torna forte, é menos o cimento e os tijolos, e muito mais os sentimentos que ali existem.

1 de ago. de 2009

Se os olhos não vêem...

“Deriva: poesias e idiossincrasias” é fruto maduro de uma caminhada artística de vários anos, de longas reuniões e bate-papos, de observações estendida ao ser humano, tem como fio condutor a autenticidade bairrista de quem vive e peleja pelo seu povo, pela preservação de valores. Apresenta-nos forte sentimento recortado por um sutil ecletismo que prende o leitor e o faz perder a hora ..."




















Adquira seu exemplar via e-mail (naza.poeta@gmail.com). Basta você enviar o comprovante de depósito (ou transferencia) no valor de R$ 10,00 para a seguinte conta:

Banco do Brasil

Agência: 3607-2

Conta corrente: 35.530-5

O arquivo contendo o livro é enviado para o e-mail indicado pelo comprador.

Boa leitura.

31 de jul. de 2009

Da série "cartas à amigalidi" - Sobre angustias, fundamentos, condições ou efeitos...

Lidi, Eguimar e demais

Sou fundamentalista! E o fundamento que “Centro-Oesteia” minha vida é este: Ser Feliz.

Todos os demais advem daí. Ou são condição, ou efeito.

Ter grana suficiente para minha cerveja de sexta, é condição;

Ouvir minhas músicas favoritas, é condição;

As longas conversas com os amigos é condição, mas também é efeito;

Trocar mensagens com a “amigalidi” é também assim. Causa e consequência;

Acreditar que tenho total controle sobre meus atos e minha vida, é necessidade vital; e

Ser Livre, acredito ser condição e efeito. Mas às vezes tenho dúvida se não seria a própria felicidade.

Sempre pretendi ser livre (lembro que meu fundamento é Ser Feliz), acredito que faço, eu mesmo, minhas escolhas. E sei que as consequências de nossas escolhas quase sempre fogem ao nosso controle. "Se navegar é preciso, viver é de uma incerteza assustadoramente linda".

Mas, sou machista, egoísta, ganancioso e em parte, intolerante. Afinal fui criado nesse mundo que nos ensina a ser assim. E quem não compartilhar esses defeitos (e todos os demais que não citei) pode atirar o primeiro fragmento de rocha moral.

É verdade que assumo meus defeitos, e minha vida quase se resume na constante batalha que travo, buscando uma evolução que aperfeiçoa, baseada na religião que escolhi.

Mas, nesse campo, há mesmo escolhas? E, se o homem criou as religiões e, é nelas que figura Deus, então pode Deus ser uma criação humana. E se nos ensinam que foi Deus quem criou tudo que há, retorno à questão presente desde sempre: Foi o ovo ou a galinha?

E ainda tem tudo que cerca nossas escolhas. Que nos manipulam, mesmo nos fazendo acreditar livres. Se sou o resultado de uma vida inteira recebendo informações que vieram de fora (de mim), e se alguns fatos me fizeram concordar, discordar, defender ou renegar essas informações (verdades (?)). Como posso dizer que minha opinião/posição realmente é minha? Que é realmente livre?

Não! Não vou perder minha fé. Mesmo ela sendo motivo de críticas daquele meu amigo católico. Afinal, “...como pode um comunista ser tão declaradamente cristão. E ainda por cima, espírita?...”.

Há as dúvidas e angustias presentes em todos (e nesse momento, muito fortemente em mim). Mas não foram os conflitos que sempre motivaram os avanços?

Sigo com os meus. Sentindo as dores e prazeres que essa jornada nos pode proporcionar.

Mas já descobri que o prazer deve estar no fazer, no ir, nos atos que se realiza. E não nos resultados alcançados. Se forem bons, como planejado, ótimo. Mas, conta mesmo se houve prazer ao serem realizados. É o velho ditado: “... a viagem, ... não o destino...”.

Por isso sigo tentando aproveitar cada momento. Cada tarefa, cada passo, cada orgasmo, cada linha escrita (ou lida)...

E mantenho-me fundamentalista: Ser (e esse é o verbo, não o estar) feliz é nossa principal função aqui. Tudo o mais resultará daí.

Abraços

"Naza"

Angustiado, mas Feliz.

29 de jul. de 2009

Sobre leitos e margens...

Ah! E existem as margens...

Margens que cercam o rio. Que prendem as águas e soltam a imaginação sobre o que habita ali.

Margens que assustam, às vezes.

Que limitam políticas. Que segura os homens, mas que não impedem o tempo (esse segue no leito, como as águas).

Margens que podem ser praias, trampolim, pousada. Barranco para emboscada ou palco para orquestra de aves.

Margem é segurança, fertilidade. Possibilidades...

E, no leito, o rio corre. E vai...

Podemos mergulhar, nadar, navegar. Mas não escolhemos viver no leito. Somo seres da margem. Sempre voltamos pra ela.

E, no leito, o rio corre. E leva...

Nossas angustias, nossa história, nossos erros isso fica. Tudo que é nosso fica com a gente.

No leito, o rio leva o que é dele. E o tempo...

Esse também vai com o rio. Em seu próprio leito.

Crescemos! Isso faz nossas margens parecerem menores (e em alguns casos estão mesmo. Em outros so resta margem! Não há mais leito...)

E continuamos em nossa margem. Com tudo que fizemos a ela.

Do outro lado, o desconhecido. Outra margem, sim. Mas só saberemos como é, quando atravessar.

Enquanto estamos aqui, o melhor a fazer é cuidar melhor dessa margem que nos acolhe.

E, se não vivo aqui sozinho, é necessário (re)aprender a compartilhar melhor cada espaço, cada alegria, cada prazer, cada raio de Sol e o perfume de cada flor que brotar aqui.

E no leito, o rio segue, contando novas histórias, desconstruindo o hoje para criar novos passados e nos permitir viver novos amanhãs.

...(?)... Será mesmo, no leito, que acontecem os movimentos?

24 de jul. de 2009

Da série "Pequenos prazeres, mas não haikai..."

Preguiça, pantufas e pijama.

Sessão da tarde com chocolate (ou café...)

Tarde de chuva em São José!