24 de jul. de 2009

Da série "Pequenos prazeres, mas não haikai..."

Preguiça, pantufas e pijama.

Sessão da tarde com chocolate (ou café...)

Tarde de chuva em São José!

20 de jul. de 2009

Da série "cartas à amigalidi" - Sobre nossas amizades...

A foto não tem nada de original, quatro pessoas deitadas em um gramado, cabeças encostadas, formando meio que uma cruz. A distancia da câmera não foi grande, e a mão que a segurava era de um dos quatro, por isso não ficou bem centralizada. Mas isso não faz a menos diferença. O que importa mesmo é o que ela retrata. Quatro amigos, em um momento de pleno envolvimento, e felizes.

No caso, dois rapazes e duas moças, e quem olhar a foto pode imaginar que eram dois casais de namorados. Mas não. são quatro amigos.

O local, um canteiro qualquer em Chapadão do Sul, uma bela cidade do Mato Grosso do Sul. A data, pode estar impressa em algum lugar. E poderia ser útil para contar a cronologia dessas amizades. Mas para aquelas pessoas, também não faz muita diferença. Eles se lembram do que sentiam, e isso é mais importante que datas. Afinal, o tempo passa. Mas as amizades verdadeiras, essas se eternizam.

E, na verdade, o tempo serve exatamente para nos mostrar quão importantes são nossas amizades. E o quanto nos apegamos e elas ao longo de nossa vida.

“A verdadeira afeição, na longa ausência se prova”, disse Camões em algum momento. Sempre concordei plenamente com ele.

Não somos seres individualistas. Não conseguimos viver em ilhas (apesar de estarmos nos fechando cada vez mais em nossos mundos particulares). Temos necessidade de dividir nossas vidas, tanto as alegrias e prazeres quanto nossas dores e angustias. Fazemos isso com a família na qual nascemos, mas para isso precisamos ter o sentimento de amizade. Buscamos construir outras famílias, e compartilhamos nossa vida com companheir@s, e filh@s. No entanto se não formos amigos, nenhuma união será duradoura.

É aos amigos que recorremos sempre que sentimos necessidade de estar com alguém. E pode ser pra desabafar sobre alguma angustia, para dividir uma nova conquista, para ver um filme baseado naquele livro que tanto gostamos, tomar uma cerveja ouvindo as belas baladas do Baleiro, visitar orfanatos, fazer rapel em alguma cachoeira, passar a noite repetindo velhas pidas (aquecidos por uma fogueira), uma boa conversa "do Egito". Ou mesmo só para dar, e receber, aquele abraço que nos conforta, protege e revigora.

E as boas conversas, hoje em dia, podem se dar quase que exclusivamente por meios digitais (viva todos msns e skypes dessa nossa cyber-vida). Mesmo assim a distância no tempo, ou no espaço não mata as verdadeiras amizades. Ao contrário, so nos mostra o quanto elas são fortes.

Com os amigos sempre poderemos contar. E é bom saber que nem sempre eles dirão aquilo que queremos ouvir, mas sim o que precisamos ouvir.

E, uma curiosidade a cerca das grandes amizades (das minhas pelo menos) é a falta de lembrança do momento da apresentação.

Com namorados e maridos/esposas não. Em quase todos os casos você vai lembrar a vida toda de como se deu a primeira aproximação. Vai lembrar o sabor daquele café que tomaram. O cheiro do perfume que o outro usava, da roupa que usava e até das primeiras palavras (nos tempos modernos, é possível que lembre da roupa íntima que a pessoa usava no primeiro dia em que se falaram). Mas com os verdadeiros amigos isso não é regra. Aliás, a regra é quase sempre não lembrar quando tudo começou. Sempre que tento lembrar quando foi que conheci um ou outro amigo, percebo que, quando dei por mim, já estava envolvido demais com essa pessoa. Já éramos amigos inseparáveis (que não significa ficar sempre junto fisicamente). Ou seja, o amor se formou e se fortaleceu de forma tão natural e sutil que não há o ponto de partida por isso é tão mais sólido (às vezes acho mesmo que em quase todos os casos são apenas reencontros, mas...).

O fato, minha querida amiga, é que se por um lado, tudo que fazemos, fazemos para encontrar um grande amor e perpetuar nossos genes, por outro todas as coisas realmente boas que fazemos, fazemos com, e pelos, nossos amigos. E a pessoa que nos tornamos na vida é, em grande medida, o resultado da qualidade das amizades que tivemos. (Não concordo com a idéia de que as companhias influenciam. Companhias não têm poderes sobre nós. As amizades sim).

Por isso, querida amiga, somos assim. Tão descaradamente apaixonados por nossos amigos. Nos amamos sem medo ou vergonha e sabemos que por isso somos muito mais felizes.

5 de jul. de 2009

Sobre nossas injustiças e mais uma estrela ofuscada

Estava aqui me lembrando (não sem me emocionar, é claro) do belo personagem central do filme “A espera de um milagre”. Acho que todos se lembram desse filme, baseado no livro de Stephen King. So pra refrescar a memória de alguns, trate-se da história de um condenado à morte, em uma cidade ao sul dos Estados Unidos. Brilhantemente interpretado por Michael C. Duncan, o prisioneiro John Coffey é uma dessas figuras controversas. Negro enorme, corpo sofrido pelo trabalho pesado que sempre teve que fazer. Analfabeto, sem nenhuma cultura e vivendo em 1935 em um país altamente intolerante com os negros (sobretudo naquela época). O arquétipo perfeito do homem rude, violento e truculento, certo? Mas o pobre John Coffey, ao contrario, era doce, ingênuo, encantador, totalmente pacífico e muito infeliz. Ah! Claro, inocente. Mas esse fato não importava muito. Ele tinha o perfil do culpado modelo. Foi executado, para seu próprio alívio.
Outro filme de que gosto muito, nos mostra outra figura excêntrica, e por isso mesmo, merecedor de nossa repulsa, reprovação e, quando conveniente pra nós, exploração. Em “Edward Mãos de tesouras”, Johnny Depp, no papel título da um show de interpretação. Mas a história mostra nossa intolerância com os diferentes. A mesma intolerância que levavam os leprosos a se exilarem em cavernas, nos tempos evangélicos, e ainda hoje nos torna menos evoluídos.
Outra história que me vem à mente é a condenação de Manoel da Motta Coqueiro. Fazendeiro que em 6 de março de 1855 foi condenado a morte, acusado de mandar matar uma família inteira de colonos. Ele também tinha o arquétipo do culpado. Sempre carrancudo, poderoso, com vários inimigos e acusado de ter engravidado uma jovem, que foi inclusive a única sobrevivente da família morta a golpes de facão. A justiça da época não teve muito trabalho. Nem precisou aprofundar nas investigações. Todos tinham certeza que Motta Coqueiro era o mandante. Ele foi enforcado em praça pública, e momentos antes de morrer se declarou, outra vez, inocente, e perdoou a todos que o condenavam (também lançou uma maldição na cidade). Tempos depois, provas de sua inocência foram encontradas. O que levou o imperador a banir a pena de morte do Brasil. Mas e daí, ele já havia morrido. E sua esposa, também. Pois essa enlouqueceu com a morte do marido, e meses depois se matou.
Outras tantas histórias podem ser citadas, para nos lembrar de como temos facilidade em condenar a todos que nos parecem culpados e o quanto somos intolerantes com os que não se enquadram no perfil comum. Mesmo que a diferença seja causa e conseqüência de sofrimento. Como no caso do belo Edward Mãos de Tesouras.
Assim como Edward e John Coffey, Michael Jackson era publicamente infeliz com sua condição. Não com sua condição financeira, é claro. Mas com o que era, ou com o que foi levado a acreditar que fosse. Não se achava feio, se achava desprezado (e foi mesmo, pelo pai). E não queria deixar de ser criança. Mas o que há de tão ruim em não se aceitar fisicamente? Quantas pessoas se reprovam? E fazem cirurgias, e muda o cabelo, e mudam a os lábios, e mudam a bunda e os seios. E colocam tatuagens e tiram imperfeições, que para alguns era o que de melhor havia em seus corpos. Michael fez o que pôde. Claro que ele podia muito, afinal tinha muito mais dinheiro que a maioria de nós.
Michael, assim como Motta Coqueiro foi condenado, por toda imprensa e por alguns idiotas aproveitadores. Não foi condenado à cadeira elétrica, como Coffey, mas não tenho dúvidas que as acusações reforçaram muito sua dor. E que provocou, em grande parte, sua clausura dos últimos anos, e acelerou sua morte.
Tenho lido várias análises da personalidade de Michael Jackson, e sempre ressaltam sua infantilidade irresponsável. Sua tendência à pedofilia. Alguns dizem que ele vivia em um mundo distante do mundo real.
Ora, fico pensando, sobre que prisma esses “analistas” olham para saberem em que mundo aquele garoto viveu? É muito mais fácil demonizar alguém do que ressaltar suas qualidades. Ainda mais alguém tão “excêntrico”. Mas, mesmo depois de Jordan Chandler, o garoto que supostamente teria sido abusado por Michael, ter confessado que “tudo não passou de uma mentira elaborada por seu pai”, a imprensa, e alguns psicólogos e psiquiatras continuam achando motivações para o fato de Michael ter se tornado pedófilo. Não quero aqui ficar defendendo de forma chata. Mas eu deixaria, tranquilamente, minhas crianças conviverem com Michael, pois a melhor companhia para crianças, são as próprias crianças. E, o fato de gostar da companhia não significa gostar de fazer sexo com alguém. Meus melhores momentos foram (e são) passados na companhia de alguns bons amigos, e nem por isso eu faço sexo com eles. Pensamento muito pequeno esse.
Quanto à viver em um mundo infantil, sem assumir as responsabilidades com tudo ao seu redor, outra avaliação errada. De quem não procurou saber nada da vida desse garoto.
Para os que pensam assim faço dois convites. Primeiro, ouçam as suas músicas. Mas ouça de verdade. Vejam o que ele diz na grande maioria delas. Quem se dedica a isso, percebe que um tema muito presente, é a gratidão a quem tenha sido bom com ele. O que já mostra certa grandeza de espírito, pois muitos que hoje tem fama e fortuna, se esquecem (ou fazem questão de não lembrar) dos que contribuíram para isso. Mas o estudioso iniciante pode se surpreender com a forte presença do tema “amizade” em suas músicas. Ocorre com muita frequência. Quer seja falando do apreço por algum amigo, da importância da própria amizade ou cantando a falta de um amigo que não está mais próximo. E quem gosta de “Imagine” de Lennon, se for desarmado à analise, vai perceber que “Heal the world” tem uma mensagem tão forte e direta quanto aquela. So que mais completa, e cantada com muito mais suavidade e emoção. E “They don't care about us”, um grito forte (tão forte quanto “Haiti” do Caetano) denunciando a segregação que ainda impera nas relações humanas. Essas duas so pra citar, mas o convite se estende a toda discografia. Ninguém que se dedique a ouvir Michael Jackson vai se arrepender. Mesmo que não se toque pelas belíssimas letras, vai oferecer um alívio aos seus ouvidos, nesse mundo cheio de lixo musical. Veja que não incluí aí o hino (à paz e à igualdade e a fraternidade entre os povos ) “We Are The World”.
Aqui entra o segundo convite que faço aos analistas da personalidade de Michael de plantão. Procurem conhecer um pouco do muito que aquele garoto despreocupado e sem responsabilidades fez pela humanidade. E agora não estou falando de sua bela música nem do seu magnífico “flutuar”. Estou falando de toda ação humanitária que ele desenvolveu. De tantas pessoas que ele ajudou, e ainda ajuda, em todo planeta. Querem ouvir uma opinião verdadeira sobre Michael Jackson, perguntem a Nelson Mandela. So para orientar os iniciantes, vou deixar uma pequena relação dessas ações da pessoa Michael Jackson.
Pra começar, como já citei “We are the world”, lembro da campanha USA for Africa que arrecadou cerca de US$ 200 milhões. Mas não para por aí. Os analistas que se esforçam para consolidar a imagem distorcida de Michael Jackson, criada pela imprensa e por alguns poucos aproveitadores, sabiam que ele doou todo faturamento da turnê mundial "Dangerous World Tour" para caridade? Isso mesmo, eu disse TODO FATURAMENTO. Mas não é so isso. Em novembro de 1992 a “Heal The World Foundation”, fundação criada e mantida por Michael, enviou 42 toneladas de suprimentos para as crianças de vítimas da guerra em Sarajevo. Os suprimentos Incluíam medicamentos, cobertores, roupas de inverno e sapatos. Em dezembro do mesmo ano suprimentos de ajuda foram levados às crianças da Bósnia, também vítima da guerra (coisa de adultos responsáveis). Em agosto de 1993 US$40.000 foram doados pela Fundação “Heal the World” para apoiar programas de merenda escolar em vilas rurais da Tailândia. Em dezembro de 1993 a Republica da Geórgia recebeu 60.000 doses de vacinas urgentes, doadas por Michael Jackson. Em 1999 ele doou a Nelson Mandela 1 milhão de dólares para um fundo de ajuda a crianças.
Essas poucas citações são apenas para instigar os “Freud” que não se cansam de dizerem que Michael era um garoto alienado do seu mundo e da sua realidade. Se isso não for se comprometer, sinceramente não sei o que é. E ainda tem toda ajuda enviada para Moscou, Buenos Aires, Budapeste, e tantos outros lugares. A é grande a relação de organizações que recebiam, e recebem importantes contribuição de Michael, além de sua própria fundação.
E fico aqui me perguntando se esses que pintam um Michael esquisito, quase monstruoso, já contribuíram com alguém que estivesse precisando de ajuda, nos últimos dias. Será? Quantas moedinhas vocês depositaram nos porquinhos da ACCG esse mês? Quantas creches vocês visitaram no último semestre? Quantos famintos, que bateram em suas portas, saíram saciados? E quantos nem foram recebidos?
É, pessoalmente acho Michael Jackson o maior. Sua música é eterna, como sua dança. Mas suas ações fora dos palcos foram maiores. E ele não fazia questão de divulgar isso, talvez demonstrando ter aprendido o ensinamento do Mestre, de que “...não deve saber sua mão esquerda o que dá sua mão direita...”. Fama e fortuna ele conseguiu com seu trabalho. Não precisava mostrar sua caridade pra isso.
Era uma pessoa infeliz, e não escondeu de ninguém. Não foi completo, também não escondeu de ninguém. Mas desafio a me mostrarem uma confusão real na qual ele estivesse envolvido. Um caso de envolvimento com drogas ilícitas, e consequentemente com o fortalecimento do crime. Um momento de demonstração de prepotência, onde tenha humilhado alguém. Um episódio sequer onde ele tenha feito mal ou que tenha sido mau com quem quer que seja (E todo mal que ele fez foi a ele mesmo). Não há registros (ao contrário da grande maioria das grandes estrelas), e sabem por quê? Porque crianças não são assim. Elas são belas e acreditam nas pessoas, em um mundo melhor. Acreditam na fé, enfim.


26 de jun. de 2009

"Never Can Say Goodbye"

Mesmo escolhendo não crescer, foi o maior!

Buscava aceitação, conseguiu milhões de seguidores!

Queria apenas ser amado. O mundo inteiro o admirou!

Mesmo se achando feio, tornou-se modelo para sua geração, e para todos que vieram depois!

Por ser criança, foi ingênuo o tempo todo. E sofreu por isso.

Por ter sido o melhor, será sempre lembrado.

Por ser mais que uma lenda, jamais passará.


Alegrem-se Peter e Wendy,

Cuidado Gancho,

Está chegando Michael,

Que foi apenas um “garoto perdido”


Esteja em Paz Michael

“You are not alone” (at least no more)

Melhor que divãs e terapias, são as togas e os martelos


Como todas as crianças, minha infância foi marcada por vários momentos de certezas sobre o que “queria ser quando crescer”. Tive a fase ceramista, músico, motorista, mecânico, professor, dono de bar (na verdade, de “butiquim” mesmo, pois era o que eu conhecia), alfaiate, padre, ator (mesmo correndo o risco de ser chamado de “veado”, como era comum se rotular naquela época e naquele lugar) e, sobretudo astrofísico. Mas quando não estava tentando me aperfeiçoar em minha escolha profissional da vez, eu gastava meu tempo entre os livros da pequena biblioteca da Escola Municipal Otalécio Alves Irineu (onde me iniciei nas magias das letras e dos números) e as brincadeiras com os outros garotos da minha rua. Boa parte das minhas horas era ocupada com subidas nas grandes mangueiras, abacateiros e mexeriqueiras (não aquelas minhas vizinhas fofoqueiras, mas os espinhosos pés de “mexerica fuxiqueira” que haviam nos quintais da boa e velha “baixadinha”), brincadeiras de polícia e ladrão, calmom (nunca entendi essa expressão, mas a brincadeira era muito divertida), guerra-bandeira (pra nós era “bandeirinha” mesmo), futebol de rua. Mas o que eu mais gostava mesmo era de ir para o mato. Sempre com estilingue no pescoço, eu adorava ir nadar nos pequenos riachos que haviam, pescar no Rio Verde, e comer araçá, buscar araticum (na época, “articum”, e de preferência o “cagão”), boca-boa, ingá ou mesmo manga comum, la da “chácra véia”.


Mais tarde fui escoteiro, vendedor de picolé, colecionador de selos e lavador de copos em bares. Mas não deixei de gostar de sempre ir para o campo. E não deixei de ir.


Por fim me formei em Ciências da Computação pela FIMES. Mas nunca me achei um “Cientista da Computação”, primeiro porque não me soa bem o termo, por isso me intitulo “Analista de Sistemas”. Mas isso também não sou. Até fui, por um curto período, mas logo percebi que o gosto pelo mato tinha um apelo maior, e me rotulei “ambientalista”. Aliando minha formação com essa vocação me enveredei pelos caminhos do geoprocessamento. Me tornei um “fazedor de mapas”.


No entanto uma outra paixão sempre esteve comigo. Aqueles velhos livros de fadas, gigantes e heróis, da pequena biblioteca do “Otalécio” (vários deles lidos em companhia da grande dona Felisbina) nunca me abandonaram. E, desde cedo, mesmo que não considerasse, o gosto pela leitura despertou o gosto pela escrita. Me percebi poeta.


E a poesia veio acompanhada por outros textos, sem rimas, com erros ortográficos e vocabulário limitado ao meu universo. Mas que sempre me renderam alguns elogios. Por isso meus pequenos contos, crônicas e ensaios (so descobri que existia essa classificação literária muito mais tarde) também começaram a estar cada vez mais presentes em minha vida, fazendo de mim um pretenso escritor.


Ainda em Mineiros fui, por um período, editor do “Jornal da Juventude Católica”. Depois, por um mandato, do “Boletim do Rotaract Club” daquela cidade. Nesse período colaborei também com o “Imprensa Livre”, outro jornal local.


Agora estou em Goiânia. Continuo sendo ambientalista e fazendo mapas. Também continuo escrevendo minhas poesias e crônicas e meus contos. Apesar de três obras prontas (dois romances e um livro de poesias) ainda não consegui romper as barreiras que separam os anônimos do restrito mercado literário. Não publiquei ainda, por isso não posso me chamar “escritor”. Não me tornei astrofísico. Mesmo que eu queira, não sou mais criança, afinal já se passaram vários anos desde que dona Felisbina me pariu.


Nas últimas semanas tenho mandado, insistentemente, alguns textos para a democrática seção “Opinião” do Diário da Manhã (e não há nenhuma ironia quando digo “democrática”, de fato considero esse o espaço mais aberto da imprensa goiana). Mas todas as manhãs, quando abro o jornal, na edição digital, sempre vejo os mesmo articulistas e colaboradores, e nenhum dos meus textos foi ainda publicado (afinal não sou membro da UBE-GO, Deputado, Vereador, Psicólogo, Advogado nem, tampouco, conhecido e toda democracia tem limites – aqui um pouco de ironia).


Mas tenho postado neste blog, e distribuído textos por e-mail.


Por isso, e com as bênçãos do STF agora acho que definitivamente resolvi minha eterna crise de identidade profissional.


Está decidido, de hoje em diante sou JORNALISTA.



4 de mai. de 2009

Aplauso



Por sua arte, por sua luta, por seu intelecto.


Por pretender nos libertar da opressão, por tantos operários/atores e pelas praças cheias, transformadas em palco...


Obrigado Boal