Preguiça, pantufas e pijama.
Sessão da tarde com chocolate (ou café...)
Tarde de chuva em São José!
Preguiça, pantufas e pijama.
Sessão da tarde com chocolate (ou café...)
Tarde de chuva em São José!
De repente, um pavor (...)
Nada demais.
Luz que apagou!
A foto não tem nada de original, quatro pessoas deitadas em um gramado, cabeças encostadas, formando meio que uma cruz. A distancia da câmera não foi grande, e a mão que a segurava era de um dos quatro, por isso não ficou bem centralizada. Mas isso não faz a menos diferença. O que importa mesmo é o que ela retrata. Quatro amigos, em um momento de pleno envolvimento, e felizes.
No caso, dois rapazes e duas moças, e quem olhar a foto pode imaginar que eram dois casais de namorados. Mas não. são quatro amigos.
O local, um canteiro qualquer em Chapadão do Sul, uma bela cidade do Mato Grosso do Sul. A data, pode estar impressa em algum lugar. E poderia ser útil para contar a cronologia dessas amizades. Mas para aquelas pessoas, também não faz muita diferença. Eles se lembram do que sentiam, e isso é mais importante que datas. Afinal, o tempo passa. Mas as amizades verdadeiras, essas se eternizam.
E, na verdade, o tempo serve exatamente para nos mostrar quão importantes são nossas amizades. E o quanto nos apegamos e elas ao longo de nossa vida.
“A verdadeira afeição, na longa ausência se prova”, disse Camões em algum momento. Sempre concordei plenamente com ele.
Não somos seres individualistas. Não conseguimos viver em ilhas (apesar de estarmos nos fechando cada vez mais em nossos mundos particulares). Temos necessidade de dividir nossas vidas, tanto as alegrias e prazeres quanto nossas dores e angustias. Fazemos isso com a família na qual nascemos, mas para isso precisamos ter o sentimento de amizade. Buscamos construir outras famílias, e compartilhamos nossa vida com companheir@s, e filh@s. No entanto se não formos amigos, nenhuma união será duradoura.
É aos amigos que recorremos sempre que sentimos necessidade de estar com alguém. E pode ser pra desabafar sobre alguma angustia, para dividir uma nova conquista, para ver um filme baseado naquele livro que tanto gostamos, tomar uma cerveja ouvindo as belas baladas do Baleiro, visitar orfanatos, fazer rapel em alguma cachoeira, passar a noite repetindo velhas pidas (aquecidos por uma fogueira), uma boa conversa "do Egito". Ou mesmo só para dar, e receber, aquele abraço que nos conforta, protege e revigora.
E as boas conversas, hoje em dia, podem se dar quase que exclusivamente por meios digitais (viva todos msns e skypes dessa nossa cyber-vida). Mesmo assim a distância no tempo, ou no espaço não mata as verdadeiras amizades. Ao contrário, so nos mostra o quanto elas são fortes.
Com os amigos sempre poderemos contar. E é bom saber que nem sempre eles dirão aquilo que queremos ouvir, mas sim o que precisamos ouvir.
E, uma curiosidade a cerca das grandes amizades (das minhas pelo menos) é a falta de lembrança do momento da apresentação.
Com namorados e maridos/esposas não. Em quase todos os casos você vai lembrar a vida toda de como se deu a primeira aproximação. Vai lembrar o sabor daquele café que tomaram. O cheiro do perfume que o outro usava, da roupa que usava e até das primeiras palavras (nos tempos modernos, é possível que lembre da roupa íntima que a pessoa usava no primeiro dia em que se falaram). Mas com os verdadeiros amigos isso não é regra. Aliás, a regra é quase sempre não lembrar quando tudo começou. Sempre que tento lembrar quando foi que conheci um ou outro amigo, percebo que, quando dei por mim, já estava envolvido demais com essa pessoa. Já éramos amigos inseparáveis (que não significa ficar sempre junto fisicamente). Ou seja, o amor se formou e se fortaleceu de forma tão natural e sutil que não há o ponto de partida por isso é tão mais sólido (às vezes acho mesmo que em quase todos os casos são apenas reencontros, mas...).
O fato, minha querida amiga, é que se por um lado, tudo que fazemos, fazemos para encontrar um grande amor e perpetuar nossos genes, por outro todas as coisas realmente boas que fazemos, fazemos com, e pelos, nossos amigos. E a pessoa que nos tornamos na vida é, em grande medida, o resultado da qualidade das amizades que tivemos. (Não concordo com a idéia de que as companhias influenciam. Companhias não têm poderes sobre nós. As amizades sim).
Por isso, querida amiga, somos assim. Tão descaradamente apaixonados por nossos amigos. Nos amamos sem medo ou vergonha e sabemos que por isso somos muito mais felizes.
Mesmo escolhendo não crescer, foi o maior!
Buscava aceitação, conseguiu milhões de seguidores!
Queria apenas ser amado. O mundo inteiro o admirou!
Mesmo se achando feio, tornou-se modelo para sua geração, e para todos que vieram depois!
Por ser criança, foi ingênuo o tempo todo. E sofreu por isso.
Por ter sido o melhor, será sempre lembrado.
Por ser mais que uma lenda, jamais passará.
Alegrem-se Peter e Wendy,
Cuidado Gancho,
Está chegando Michael,
Que foi apenas um “garoto perdido”
Esteja em Paz Michael
“You are not alone” (at least no more)
Como todas as crianças, minha infância foi marcada por vários momentos de certezas sobre o que “queria ser quando crescer”. Tive a fase ceramista, músico, motorista, mecânico, professor, dono de bar (na verdade, de “butiquim” mesmo, pois era o que eu conhecia), alfaiate, padre, ator (mesmo correndo o risco de ser chamado de “veado”, como era comum se rotular naquela época e naquele lugar) e, sobretudo astrofísico. Mas quando não estava tentando me aperfeiçoar em minha escolha profissional da vez, eu gastava meu tempo entre os livros da pequena biblioteca da Escola Municipal Otalécio Alves Irineu (onde me iniciei nas magias das letras e dos números) e as brincadeiras com os outros garotos da minha rua. Boa parte das minhas horas era ocupada com subidas nas grandes mangueiras, abacateiros e mexeriqueiras (não aquelas minhas vizinhas fofoqueiras, mas os espinhosos pés de “mexerica fuxiqueira” que haviam nos quintais da boa e velha “baixadinha”), brincadeiras de polícia e ladrão, calmom (nunca entendi essa expressão, mas a brincadeira era muito divertida), guerra-bandeira (pra nós era “bandeirinha” mesmo), futebol de rua. Mas o que eu mais gostava mesmo era de ir para o mato. Sempre com estilingue no pescoço, eu adorava ir nadar nos pequenos riachos que haviam, pescar no Rio Verde, e comer araçá, buscar araticum (na época, “articum”, e de preferência o “cagão”), boca-boa, ingá ou mesmo manga comum, la da “chácra véia”.
Mais tarde fui escoteiro, vendedor de picolé, colecionador de selos e lavador de copos em bares. Mas não deixei de gostar de sempre ir para o campo. E não deixei de ir.
Por fim me formei em Ciências da Computação pela FIMES. Mas nunca me achei um “Cientista da Computação”, primeiro porque não me soa bem o termo, por isso me intitulo “Analista de Sistemas”. Mas isso também não sou. Até fui, por um curto período, mas logo percebi que o gosto pelo mato tinha um apelo maior, e me rotulei “ambientalista”. Aliando minha formação com essa vocação me enveredei pelos caminhos do geoprocessamento. Me tornei um “fazedor de mapas”.
No entanto uma outra paixão sempre esteve comigo. Aqueles velhos livros de fadas, gigantes e heróis, da pequena biblioteca do “Otalécio” (vários deles lidos em companhia da grande dona Felisbina) nunca me abandonaram. E, desde cedo, mesmo que não considerasse, o gosto pela leitura despertou o gosto pela escrita. Me percebi poeta.
E a poesia veio acompanhada por outros textos, sem rimas, com erros ortográficos e vocabulário limitado ao meu universo. Mas que sempre me renderam alguns elogios. Por isso meus pequenos contos, crônicas e ensaios (so descobri que existia essa classificação literária muito mais tarde) também começaram a estar cada vez mais presentes em minha vida, fazendo de mim um pretenso escritor.
Ainda em Mineiros fui, por um período, editor do “Jornal da Juventude Católica”. Depois, por um mandato, do “Boletim do Rotaract Club” daquela cidade. Nesse período colaborei também com o “Imprensa Livre”, outro jornal local.
Agora estou em Goiânia. Continuo sendo ambientalista e fazendo mapas. Também continuo escrevendo minhas poesias e crônicas e meus contos. Apesar de três obras prontas (dois romances e um livro de poesias) ainda não consegui romper as barreiras que separam os anônimos do restrito mercado literário. Não publiquei ainda, por isso não posso me chamar “escritor”. Não me tornei astrofísico. Mesmo que eu queira, não sou mais criança, afinal já se passaram vários anos desde que dona Felisbina me pariu.
Nas últimas semanas tenho mandado, insistentemente, alguns textos para a democrática seção “Opinião” do Diário da Manhã (e não há nenhuma ironia quando digo “democrática”, de fato considero esse o espaço mais aberto da imprensa goiana). Mas todas as manhãs, quando abro o jornal, na edição digital, sempre vejo os mesmo articulistas e colaboradores, e nenhum dos meus textos foi ainda publicado (afinal não sou membro da UBE-GO, Deputado, Vereador, Psicólogo, Advogado nem, tampouco, conhecido e toda democracia tem limites – aqui um pouco de ironia).
Mas tenho postado neste blog, e distribuído textos por e-mail.
Por isso, e com as bênçãos do STF agora acho que definitivamente resolvi minha eterna crise de identidade profissional.
Está decidido, de hoje em diante sou JORNALISTA.
Por sua arte, por sua luta, por seu intelecto.
Por pretender nos libertar da opressão, por tantos operários/atores e pelas praças cheias, transformadas em palco...
Obrigado Boal