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26 de mar. de 2014

Descompasso

Sua presença me encantou.
Meu jeito, eu sei, te acendeu.
Seu riso me alegrou,
Seu frio me aqueceu.
Aquele beijo, não será esquecido,
meu perfume, pra sempre em você.
Minha saliva não te sacia mais,
E minha cama não será seu ninho.
Meus sonhos não indicam seu destino,
seus planos não incluem os meus.
Nossos passos vão em distintas direções.
E essa saudade que aparece às vezes,
não entristece, ao contrário,
Fazem-nos sorrir.
Alegria por tudo que vivemos.
Se foi apenas um instante,
foi intenso,
Foi encontro.
E se não somos nós,
eu e você fomos um, por um momento.
Se agora o tempo enche de distância
o espaço entre nós,
ainda assim não a de haver tristeza,
nem pesar,
nem lágrimas
ou malquerer.
Podemos até fazer canções, que falem de nós,
que não éramos as pessoas erradas,
E tínhamos os desejos certos.
Só não sincronizamos nosso tempo.
E sua chegada veio amar minha partida...

13 de mar. de 2014

Tô querendo um beijo,
daqueles de verdade, 
que tem calor, 
força, 
carinho.
Um beijo que transmita amor,
que transfira saliva,
que acenda desejos
de se abrir para o mundo,
de cair de cabeça,
de entrar em você,
de, simplesmente viver.
É, tô querendo um beijo
que me faça sorrir,
que te deixe em êxtase,
que me faça tremer,
que nos emocione
e nos faça felizes.
Sim, tô querendo um beijo.
Não um beijo qualquer,
não na testa,
nem na bochecha.
Quero um beijo seu,
com língua,
sabor
magia
tesão
Com afago no rosto,
e unha nas costas,
com cabelo nas mãos.
Um beijo com promessas
de que, se de amanhã eu nada sei,
      (e tudo pode ser tranquilo,
       ou a vida ser louca)
que pelo menos agora eu possa habitar
o céu da sua boca.

6 de mar. de 2014

Sem ensaios

Se fosse apenas sorriso,
ou quem sabe canção,
a vida seria mais fácil.
Se somente houvesse alegrias,
E se fosse festa todo dia.
Se o Sol sempre brilhasse,
E se a lua jamais se escondesse.
Se as mães jamais morressem,
e as flores nunca murchassem,
tudo seria mais leve.
Se não houvessem tempestades,
e a chuva sempre suave e bastante,
e as sementes sempre germinassem.
Se não houvesse adeus,
apenas breves "até mais".
Se os caminhos seguissem,
mas sempre, sempre, se cruzassem.
Se você estivesse sempre ao alcance da minha voz,
E sua mão sempre me alcançasse.
Se nunca perdêssemos o ritmo,
e a música jamais acabasse,
Tudo seria mais fácil,
e a vida muito mais suave.
Mas isso que temos é a vida,
real,
incerta,
imprecisa.
Nos cabe enxergar a beleza,
e aprender nos percalços.
E entre um tropeço e um salto,
Manter a coragem e a pureza.
Pois essa é a vida que temos,
inédita a cada instante,
sem "se", manual, ou ensaio.
Pois, por mais que arte tente imitar,
A vida nunca está na poesia,
é a poesia que está na vida
E dessa se vive só o agora.
E esse, acontece ao vivo...

5 de mar. de 2014

Da série "Pequenos prazeres" - Condição

Livres: somente assim somos felizes.
Podemos ficar, ir ou voltar.
Pois temos pés, e não raízes!

Da série "Pequenos prazeres" - Melhor viagem

Percorro lentamente esse caminho.
Em cada curva uma pausa,
te causando arrepio!

Da série "Pequenos prazeres" - Injusto

Muito aquém do meu desejo:
Sempre seu abraço,
nunca seu beijo!

Da série "Pequenos prazeres"

Sempre a mesma fase,
sem paixão ou poesia.
            - Lua artificial!

Complô

Compartilham o mesmo sonho
minha razão e meu coração:
Juntos, na mesma cama,
meu desejo e seu tesão!

25 de fev. de 2014

Cúmplices

Juntei minha alegria à sua,
à sua guitarra, juntei meu bandolim,
meu frescor à sua brasa.
Meu coração, te dei.
Em minha cama, seu lençol.
Meu Oswaldo canta junto ao seu Renato
                        (como se aqui fosse Brasília).
O seu ar, em meu pulmão.
Meus beijos, em sua língua,
em seus lábios, a  melhor canção.
Meu salário, em sua conta,
seus passos, meu caminho,
em seus olhos, meu espelho,
minha vida em suas mãos.
E assim nos completamos,
e já não estou sozinho
pois você está comigo,
e eu, onde nasci para estar.


Binário

Na lógica (in)exata da vida,
simplificamos nossas escolhas.
Entre alegrias e tristezas,
tempestades e calmarias,
nós percorremos dia e noite
                       (sempre um de cada vez).
E, em nosso mundo incomum
eu e você,
           (ao sermos nós)
somos bem mais que 10


Chorinho

Olhos marcantes,
longa cabeleira,
sorriso lindo
e voz suavemente marcante.

A bela negra e seu cavaco,
combinação perfeita entre ritmo e melodia,
simples e bela composição.
E aquele choro me fez sorrir.

Música para os olhos,
ébano e pinho na mais harmoniosa combinação:
um cavaquinho brilhantemente tocado
por um perfeito violão.

11 de dez. de 2013

Curiosidade

Aqueles belos olhos fitam o ambiente,
Ela vê quase tudo.
Eu, só queria ver
o que vai em sua mente!

Anormal

“Cara estranho eu sou”,
É o que sempre ouço.
Em certos dias de saudade,
quero saber o sexo do porco,
Que comi no almoço.

Da séria "atos secretos"...Iguais...

Polinizada, a margarida se reproduz em outro bioma.
E nem é primavera,
Em mim saudades da cor e do perfume...
É estranho
Pois, não há mais "dias diferentes".

9 de dez. de 2013

Entre aspas

Quero viver minha história
de forma plena, em caixa alta.
Não a quero entre aspas
nem criptografada.
No máximo entre parênteses,
se esses me forem amigáveis.

Se a vida já me foi sublinhada,
e agora se apresenta rabiscada.
O que já foi poesia,
agora me chega como uma nova tese,
de filosofia tão profundamente superficial,
que compreender já não desejo.
Se faço é apenas pelo hábito,
meio que, vivendo só por viver.

E como interprete gago,
leio cada palavra/instante
com a certeza de que pode não haver novo fonema,
ou aquela vírgula, despercebida,
pode ter sido o ponto final.

E, nessa pausa que agora faço,
respiro e espero encontrar a semântica perfeita.
Seja lá o que isso queira ser para mim.
Só espero retomar meu roteiro de onde parei um dia.
Quando lia facilmente minhas escolhas,
Posto que era eu mesmo quem as escrevia.

E não havendo mais aspas, colchetes ou criptografia,
beberei, novamente, a vida em plenitude.
Em fontes claras e frescas,
todas em tamanho doze.
Com frases em negrita felicidade
Sem falácias,
com rimas livres
total coerência.
com letras e vida em harmonia.

E essa minha prosa, meio sem graça,
voltará a ser poesia.


Busca

Se sigo livre nessa aventura,
como navegante em leito perene
Penso então, que não há o tempo,
como infinita eternidade.
Há o passado como lembrança,
e o futuro como saudade
de cada dia que vou viver.
E nesse tempo, que não começa
para não ter que terminar,
vivo o futuro de cada instante,
vendo o passado que vai chegar.

Vou construindo essa estrada,
a cada passo,
cada pegada.
Refazendo hoje, nova jornada.
É assim que sigo,
morrendo muito
vivendo um pouco.
entre alegrias e algum sofrer.
Perseguindo a ilusão do tempo
até o momento em que vou morrer.


Floriu alegre a margarida!
Triste estava o sabiá
No banco de cedro,
que até poucos dias
era seu lar.

Solitário

Nasceu velho, o novo dia.
Muito triste sua sina.
Ter apenas o Sol por companhia!

17 de out. de 2013

Por uma canção que ouvi, uma flor guardada, um bombom envelhecido, aquele abraço de onde não quero mais sair e todas as cervejas que ainda beberemos...

Mesmo que não me canse de ouvir,
quem sabe um dia me canse de dizer
         (ou ao menos de imaginar)
Quão difícil seria viver sem você.
Não quero e não vou...
Pode tentar me forçar
pode querer me fazer ver diferente
pode se esforçar para me mostrar.
Meus olhos indisciplinados,
quase tanto quanto um músculo idiota,
que mesmo sendo liso,
insiste em agir como um estriado,
enxerga beleza no lugar de dor,
em cada espinho, enxerga uma flor,
enxerga você em cada canto que vou.
Enxerga, enfim, que essa coisa que sinto,


é pura, e simplesmente, amor...

15 de ago. de 2013

Cura?

Tão ironicamente eficaz é o tempo:
Curando toda ferida,
onde um dia houve amor
hoje não resta nada
nem raiva
saudade,
mágoa.
E, veja você,
contra todas as expectativas,
nem um tantinho assim de dor.